Imerso na areia movediça

Excesso de gentileza me deixa desconfortável. Estava pensando nisso ao comprar o café hoje pela manhã. Muitos anos atrás, acertei com meu terapeuta que iria interagir mais com as pessoas. Ando sempre com as defesas levantadas ("shields up!", como diria o capitão Jean-Luc Picard da Enterprise): os dramas alheios me invadem sem pedir licença e … Continue lendo Imerso na areia movediça

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Obras Inquietas – 18. “Retrato de mulher” (1650), Diego Velázquez

Na minha coluna da semana passada no "Obras Inquietas", lá no Artrianon, eu tratei de um quadro não tão conhecido de Diego Velázquez, o "Retrato de mulher" (1650) ou "Retrato de Sibila". Ele esconde vários mistérios. Inicialmente, por que Velázquez não lhe colocou título, como costumava fazer nas suas obras. Em segundo lugar, pelas sólidas … Continue lendo Obras Inquietas – 18. “Retrato de mulher” (1650), Diego Velázquez

Obras Inquietas – 08: “Agnus Dei” (1635-1640), de Francisco de Zurbarán

Na minha coluna "Obras Inquietas" dessa semana, um quadro de Francisco de Zurbarán com a pergunta que não quer calar: de quem somos o cordeiro hoje? É uma obra interessante sob outros aspectos. Ela possui todos os requisitos para ser um "still life", ou "natureza morta" como chamamos no Brasil. A riqueza de detalhes, a … Continue lendo Obras Inquietas – 08: “Agnus Dei” (1635-1640), de Francisco de Zurbarán

Crônicas de um ano inteiro: “Outonizar-se com dignidade”

Fui convidado a integrar um belo projeto chamado "Crônicas de um ano inteiro", uma página no Facebook que tem a seguinte proposta: a cada dia da semana, uma pessoa escreverá uma crônica sobre um assunto do cotidiano, e todos serão disponibilizados na internet. Ao final de um ano, teremos uma crônica a cada dia da … Continue lendo Crônicas de um ano inteiro: “Outonizar-se com dignidade”

Texto publicado no Literatortura (03/03/2016): “A beleza como forma de contágio”

Na minha coluna dessa semana no Literatortura, eu falei sobre a beleza e de como ela pode nos contagiar. Admito que, nos últimos tempos, tenho sentido uma espécie de distanciamento do resto do mundo. As redes sociais se transformaram em formas de estabelecer discussões insossas e intransigentes. E inúteis: convenhamos, para quem leu Tucídides e … Continue lendo Texto publicado no Literatortura (03/03/2016): “A beleza como forma de contágio”

Texto publicado na revista eletrônica da Dublinense (12/01/2016): “Os leitores assassinos”

No meu retorno à coluna da Dublinense em 2016, escrevi sobre uma modalidade de leitores que me fascinam: os assassinos. Aqueles que, talvez sem querer, acabam matando a obra ou um personagem ou até mesmo as aspirações e vontades do seu autor. Bom, alguns até podem matar os autores, mas aí seria assunto para outro … Continue lendo Texto publicado na revista eletrônica da Dublinense (12/01/2016): “Os leitores assassinos”

Texto novo no Literatortura (08/08/2015): “O estranho mistério de um sabonete Phebo”

Hoje é o Dia dos Pais, e para quê serviria homenagear o meu pai sem que ele escutasse o que eu tenho a dizer, depois que fosse tarde demais? Não, vai ter homenagem, sim, e será pública. O texto seguinte, que está na coluna no Literatortura, foi de testar os nervos. Eu estava em Passo … Continue lendo Texto novo no Literatortura (08/08/2015): “O estranho mistério de um sabonete Phebo”