Livro: “Os livros que devoraram meu pai”, de Afonso Cruz

  Em primeiro lugar – e pode parecer engraçada essa ressalva –, quando comecei a ler, não sabia que estava lendo uma obra infanto-juvenil. Induzido pelo título altamente sugestivo, imaginava uma história em que, sim, livros tinham devorado o pai do protagonista. Tenho o costume de não escolher livros pelo autor, pelo gênero ou pelo … Continue lendo Livro: “Os livros que devoraram meu pai”, de Afonso Cruz

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Livro: “O ruído do tempo” (2017), de Julian Barnes

Não me considero seguidor da obra de nenhum escritor. Por alguns anos, acompanhei todos os lançamentos de Neil Gaiman, mas, mesmo ainda gostando do seu estilo e inventividade, nos últimos anos ele não despertou mais tanto o desejo de lê-lo com urgência igual à que experimentava no passado; pode ser deixado para depois, e isso … Continue lendo Livro: “O ruído do tempo” (2017), de Julian Barnes

Livro: “O caderno vermelho” (2009), de Paul Auster

Talvez eu tenha sido azarado até hoje, ou talvez esteja escolhendo os livros errados para ler, mas o fato é que não consigo gostar de Paul Auster. Não deixa de ser um mistério, pois a prosa dele reúne todos os elementos que mais gosto de ver em uma narrativa: é bem escrita, fluida, interessante, alternando … Continue lendo Livro: “O caderno vermelho” (2009), de Paul Auster

Estamos esquecendo aquilo que é importante

Escrevi esse texto para o jornal "Em Questão" do Alegrete, mas, por ser um credo pessoal, acho válido compartilhar aqui também. Boa leitura.   Estamos esquecendo aquilo que é importante O som da chuva batendo na janela do quarto quando tentamos dormir. A risada de uma criança brincando no parquinho. O urro da multidão quando … Continue lendo Estamos esquecendo aquilo que é importante

Obras Inquietas – 63. “O ódio” (1896), de Pietro Pajetta

Na minha coluna dessa semana no "Obras Inquietas" lá no Artrianon, eu falei sobre um quadro do pintor Italiano Pietro Pajetta, "O ódio" (1896), que, bom, como dá para ver pela imagem, captura o exato momento em que começará uma necrofilia. Ele está baseado em duas situações diferentes, mas complementares. O fato - a violação … Continue lendo Obras Inquietas – 63. “O ódio” (1896), de Pietro Pajetta

Crônica: “O mundo nos olhos de um cavalo”

Outra crônica que publiquei no jornal Em Questão, do Alegrete. O que mais gostei nesse texto foi a minha serenidade na condição de autor. Em geral, escrever é um ato que tenta disciplinar (sem sucesso) o caos interno de dezenas de vozes e ideias que se jogam, potros enlouquecidos tentando escapar do cativeiro mental ao … Continue lendo Crônica: “O mundo nos olhos de um cavalo”

Obras Inquietas. 62 – “Anima dannata” (1619), de Gian Lorenzo Bernini

Sou um aficcionado pelas esculturas de Bernini e, no texto que escrevi para o Obras Inquietas dessa semana, falei de um busto que ele esculpiu em torno de 1619, na época em que ainda era jovem e estava testando o seu estilo. Depois Bernini ficaria mais sutil, mais diáfano - é incrível como consegue deixar … Continue lendo Obras Inquietas. 62 – “Anima dannata” (1619), de Gian Lorenzo Bernini

Obras Inquietas – 61. “Autoretrato com máscaras” (1899), James Ensor

Nessa semana, no Obras Inquietas lá no Artrianon (www.artrianon.com), eu falei sobre "Autoretrato com máscaras", obra do pintor belga James Ensor. Não tão conhecido quanto outros pintores do mesmo período (apesar de ser renomado na Europa), o que torna Ensor um artista notável é a sua capacidade de retratar multidões como uma forma de crítica … Continue lendo Obras Inquietas – 61. “Autoretrato com máscaras” (1899), James Ensor

Obras Inquietas – 60. “A Garota Cega” (1856), Sir John Everett Millais

Nessa semana, no "Obras Inquietas", eu tratei de um dos meus pintores favoritos, Sir John Everett Millais. Preferi uma obra nem tão conhecida, mas que encerra uma série de significados. Em "A Garota Cega" (1856), as duas irmãs estão na beira da estrada quando ocorre um duplo arco-íris, que deixa assustada a que enxerga. A … Continue lendo Obras Inquietas – 60. “A Garota Cega” (1856), Sir John Everett Millais