Muita calma nessa hora

Em um mundo cada vez mais caótico, manter o controle deixou de ser uma virtude e passou a ser uma arte. Tudo conduz ao descontrole: notícias desordenadas brigam com cronologias e induzem pânico, ao mesmo tempo em que damos risadas nervosas de piadas feitas no calor do momento; pessoas matam por fatos mínimos e morrem … Continue lendo Muita calma nessa hora

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Texto publicado na revista eletrônica da Dublinense (28/06/2016): “Quando escritores se encontram”

Na minha coluna dessa semana no Medium da Dublinense, falei sobre este péssimo costume de encontrar gente conhecida por aí, em especial escritores. Mas não fiquei nisso. Falei sobre o hábito de nos acumularmos quase sempre nos mesmos lugares e vermos as mesmas pessoas; discorri sobre o mistério de que escritores recusam-se a chamar qualquer … Continue lendo Texto publicado na revista eletrônica da Dublinense (28/06/2016): “Quando escritores se encontram”

O nascimento de uma biblioteca

Ano passado, durante evento realizado na Feira do Livro de Porto Alegre, em uma mesa que realizei com Alberto Manguel, perguntei-lhe qual o tamanho da sua biblioteca. Afinal, existiam divergências entre todas as fontes que consultei sobre a real quantidade de livros que ele, um amante feroz da leitura, possuía. Manguel riu e começou a resposta … Continue lendo O nascimento de uma biblioteca

Uma barata no quarto e as leituras no presídio: possibilidades incômodas

Em certa noite do passado, ao entrar no meu quarto, vi uma barata no meio da parede. Era tarde e eu estava cansado. Como era de se esperar, saquei o chinelo, aproximei-me da barata... e não consegui matá-la. Inocente no meio da brancura da parede, ela mexia as antenas com lerdeza e me olhava com … Continue lendo Uma barata no quarto e as leituras no presídio: possibilidades incômodas

Uma possível epígrafe para “O homem despedaçado”

O caos está instalado entre as minhas leituras. Os livros tomaram posição e se acumularam, indecentes na sua recordação sombria das histórias ainda não lidas. Sinto-me constrangido de chegar em casa e ver as pilhas se avolumando, ansiosas para serem diminuídas. Leituras obrigatórias disputam espaço com leituras por prazer, e o único que pode resolver … Continue lendo Uma possível epígrafe para “O homem despedaçado”

Kafka e Bias de Priene: como manter a integridade enquanto tudo desmorona

Às vezes, eu me pergunto se é possível manter-se íntegro em um mundo desintegrado.Talvez a pergunta correta seja - até quando se pode manter a integridade? Quanto tempo as ondas levam para esboroar o rochedo da pele? Quando falo de integridade, não uso este conceito mundano que a equipara à honestidade, à retidão de caráter, … Continue lendo Kafka e Bias de Priene: como manter a integridade enquanto tudo desmorona