Sir Walter Scott e a melhor das mortes

As pequenas maravilhas que descobrimos sem querer: alguns dias atrás, estava lendo uma biografia de sir Walter Scott, o autor de clássicos como "Ivanhoé" e "Waverley", e deparei-me com um resumo dos últimos anos de vida do escritor escocês. Após uma síntese seca das doenças que lhe afligiam, surge a seguinte informação: "Nos derradeiros meses … Continue lendo Sir Walter Scott e a melhor das mortes

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Entrevista minha para o Papo Literário, programa da TV Câmara Bagé

No final do ano passado, eu dei uma longa entrevista para a Fernanda Couto no Papo Literário, programa da TV Câmara Bagé, e achei que a entrevista tivesse ido ao ar somente na época em que o programa foi veiculado. Mal sabia eu que existe uma coisa chamada YouTube, para onde vão os vídeos antes … Continue lendo Entrevista minha para o Papo Literário, programa da TV Câmara Bagé

Lygia Fagundes Telles e a estrutura da bolha de sabão

Hoje cedo meu espaço de escritura aqui no blog para uma das maiores escritoras brasileiras: Lygia Fagundes Telles. É imperativo prestar minha reverência àquela que é uma das maiores contistas que o Brasil possui. Tudo por que ontem, em uma visita ao Museu de Ciência e Tecnologia da PUCRS, vi uma fantástica máquina que cria … Continue lendo Lygia Fagundes Telles e a estrutura da bolha de sabão

“Júlio César”, de Shakespeare – a punhalada que nunca terminou

Escrevi um texto para o Caderno de Sábado do Correio do Povo, jornal do Rio Grande do Sul, sobre "Júlio César", a peça de Shakespeare recentemente relançada com a tradução do meu amigo e comparsa-em-letras José Francisco Botelho. Como alguns leitores de fora do Estado manifestaram interesse em ler as minhas impressões sobre a peça, … Continue lendo “Júlio César”, de Shakespeare – a punhalada que nunca terminou

Eu me recuso a aceitar o fim do homem – o discurso de Faulkner

Revisando algumas anotações antigas, acabei me deparando novamente com essa preciosidade que é o discurso de aceitação do Nobel de Literatura de 1949 proferido por William Faulkner. Palavras tão sensatas que merecem ser relidas e inscritas a ferro na memória, ainda mais nos tempos em que vivemos (tradução de Yuri Vieira): “Senhoras e senhores, sinto … Continue lendo Eu me recuso a aceitar o fim do homem – o discurso de Faulkner

Dizer as palavras que realmente importam

Quando era bem mais novo, e estava ainda começando no Direito, eu assistia a uma série de televisão que passava na Fox Brasil, "The Practice" ("O Desafio" na versão em português). Era o seriado que melhor expressava as realidades, dores e pequenas alegrias do Direito. Um grupo de advogados jovens querendo mostrar serviço, às vezes … Continue lendo Dizer as palavras que realmente importam

Livro: “A vida e as aventuras de Nicholas Nickleby”, de Charles Dickens

Escrevi uma resenha para o Amálgama sobre "A vida e as aventuras de Nicholas Nickleby", de Charles Dickens, um romance do início da trajetória literária do escritor inglês. Há mais de 60 anos que o mercado brasileiro não via uma nova tradução dessa obra, e foi quase como descobrir um Dickens desconhecido: mais jovem, mais … Continue lendo Livro: “A vida e as aventuras de Nicholas Nickleby”, de Charles Dickens

O Mal que mora no meio das boas intenções

Uma das grandes ingenuidades atuais é imaginar que, se alguém denuncia e descreve a existência do Mal, irá evitar que ele ocorra no futuro. O uso errado da denúncia como força catártica e explosiva - apesar do alívio momentâneo - realiza justamente o contrário: acaba propagando o Mal. Dando ideias para outras pessoas que, se … Continue lendo O Mal que mora no meio das boas intenções

Um artista não pode perder a humanidade

Alguns dias atrás, assisti na Netflix ao filme "Margot e o casamento" (2007). Em geral, narrativas sobre famílias disfuncionais reunidas à contragosto por um evento naturalmente estressante (como um casamento ou um funeral), sendo obrigadas a conviver sob o mesmo teto e com uma explosão prestes a ocorrer graças à mais insignificante fagulha, não me … Continue lendo Um artista não pode perder a humanidade