Sir Walter Scott e a melhor das mortes

As pequenas maravilhas que descobrimos sem querer: alguns dias atrás, estava lendo uma biografia de sir Walter Scott, o autor de clássicos como "Ivanhoé" e "Waverley", e deparei-me com um resumo dos últimos anos de vida do escritor escocês. Após uma síntese seca das doenças que lhe afligiam, surge a seguinte informação: "Nos derradeiros meses … Continue lendo Sir Walter Scott e a melhor das mortes

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Crônica: “O mundo nos olhos de um cavalo”

Outra crônica que publiquei no jornal Em Questão, do Alegrete. O que mais gostei nesse texto foi a minha serenidade na condição de autor. Em geral, escrever é um ato que tenta disciplinar (sem sucesso) o caos interno de dezenas de vozes e ideias que se jogam, potros enlouquecidos tentando escapar do cativeiro mental ao … Continue lendo Crônica: “O mundo nos olhos de um cavalo”

Capas de livros que são obras de arte: “Os sofrimentos do jovem Werther”, de Johann Wolfgang von Goethe

Capas de livros também são obras de arte. Quem nunca comprou um livro pela capa que jogue a primeira pedra. Recebo muitas capas instigantes de livros. As pessoas sabem que gosto de um livro bem feito, não só no conteúdo quanto na forma, e o cartão de apresentação de um livro é a sua capa. … Continue lendo Capas de livros que são obras de arte: “Os sofrimentos do jovem Werther”, de Johann Wolfgang von Goethe

Emerson e um credo pessoal

Há alguns dias penso no trecho de um ensaio de Ralph Waldo Emerson no qual ele afirma que as bibliotecas seriam gabinetes mágicos que reúnem muitos espíritos aprisionados no interior de livros. Cada volume contendo histórias seria um objeto espacialmente determinado (tamanho, espessura, páginas), mas o infinito se projeta para o seu interior, pois, antes … Continue lendo Emerson e um credo pessoal

Dizer as palavras que realmente importam

Quando era bem mais novo, e estava ainda começando no Direito, eu assistia a uma série de televisão que passava na Fox Brasil, "The Practice" ("O Desafio" na versão em português). Era o seriado que melhor expressava as realidades, dores e pequenas alegrias do Direito. Um grupo de advogados jovens querendo mostrar serviço, às vezes … Continue lendo Dizer as palavras que realmente importam

Duas balas, e o fim da piedade

Em qual momento deixamos de sentir piedade e passamos a nos guiar por uma lógica utilitarista, na qual somente os úteis devem ser preservados e os que consideramos "inúteis" descartados? Essa foi a pergunta que passou a me assombrar desde o momento em que assisti "Os Canhões de Navarone" (1961), filme inglês que conta a … Continue lendo Duas balas, e o fim da piedade

O Mal que mora no meio das boas intenções

Uma das grandes ingenuidades atuais é imaginar que, se alguém denuncia e descreve a existência do Mal, irá evitar que ele ocorra no futuro. O uso errado da denúncia como força catártica e explosiva - apesar do alívio momentâneo - realiza justamente o contrário: acaba propagando o Mal. Dando ideias para outras pessoas que, se … Continue lendo O Mal que mora no meio das boas intenções