Nada em excesso – a Taça de Pitágoras

Quem leu o meu livro "Não há amanhã", sabe o quanto admiro a doutrina pitagórica. O conto "O último pitagórico" possui várias frases do filósofo grego desconstruídas e amplificadas dentro da narrativa, em uma verdadeira "carnavalização pitagórica". Mas também apresenta uma inquietação: se a principal ideia de Pitágoras era que tudo podia ser transformado em … Continue lendo Nada em excesso – a Taça de Pitágoras

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Emerson e um credo pessoal

Há alguns dias penso no trecho de um ensaio de Ralph Waldo Emerson no qual ele afirma que as bibliotecas seriam gabinetes mágicos que reúnem muitos espíritos aprisionados no interior de livros. Cada volume contendo histórias seria um objeto espacialmente determinado (tamanho, espessura, páginas), mas o infinito se projeta para o seu interior, pois, antes … Continue lendo Emerson e um credo pessoal

As pessoas sempre nos decepcionam

Se decepção matasse, hoje eu cairia morto. O último baluarte da decência e da civilização acaba de desmoronar diante dos meus olhos, confirmando a constatação a que cheguei algum tempo atrás: as pessoas sempre nos decepcionam. Algumas antes do imaginado, outras depois, mas, no final das contas, elas acabam desapontando. Estou lendo "Heróis", de Lucy … Continue lendo As pessoas sempre nos decepcionam

Texto publicado na revista eletrônica da Dublinense (12/01/2016): “Anticonselhos para ter estilo”

Na minha coluna da semana passada no Medium da Dublinense, eu resolvi falar sobre a importância de ter estilo em um mundo cada vez mais massificado e ansioso por regras de comportamento que possam seguir. Mas também falei de listas e dicas que tentam nos ensinar a escrever (ou a viver) melhor, falei da pessoa … Continue lendo Texto publicado na revista eletrônica da Dublinense (12/01/2016): “Anticonselhos para ter estilo”

Texto publicado na revista eletrônica da Dublinense (22/12/2016): “Estamos em guerra”

Na minha coluna dessa semana no Medium da Dublinense, a constatação inevitável: estamos - e sempre estaremos - em guerra pela cultura. Após um início sombrio, com a constatação de derrotas em vários fronts culturais, eu conto a história do escriba que, no século VII a. C., enganou Assurbanipal, rei da Assíria, em solidariedade a … Continue lendo Texto publicado na revista eletrônica da Dublinense (22/12/2016): “Estamos em guerra”

Texto publicado na revista eletrônica da Dublinense (14/12/2016): “Mantendo a compostura até o último segundo”

Na minha coluna dessa semana no Medium da Dublinense, eu falei sobre as incríveis pessoas que conseguem falar a frase certa na hora exata. Mas, como não sei fazer isso, também tratei do "espírito da escada" conforme Diderot estabeleceu; falei de estoicismo e confessei qual é a frase que preparei para meu ultimo segundo de … Continue lendo Texto publicado na revista eletrônica da Dublinense (14/12/2016): “Mantendo a compostura até o último segundo”

Texto publicado na revista eletrônica da Dublinense (21/10/2016): “Somos todos óbvios”

Na minha coluna dessa semana no Medium da Dublinense, eu falei sobre as pessoas que ficam o tempo inteiro procurando originalidade em si e nos outros. Como também não sou nada inovador, contei da frase genial que esculpi por horas e desmoronou em dois minutos e meio; falei de Chesterton elogiando os anônimos que tiveram … Continue lendo Texto publicado na revista eletrônica da Dublinense (21/10/2016): “Somos todos óbvios”

Texto publicado na revista eletrônica da Dublinense (06/10/2016): “Os perigos de ser um exagerado”

Na minha coluna dessa semana no Medium da Dublinense, eu falo de algo que nunca fiz, jamais farei e que tenho ojeriza de quem faz, que é o exagero. Sim, estou sendo irônico. Escritores são mestres do exagero e do excesso. Depois a gente corta tudo que for sobressalente, mas, até chegar nesse momento, distendemos … Continue lendo Texto publicado na revista eletrônica da Dublinense (06/10/2016): “Os perigos de ser um exagerado”

Texto publicado na revista eletrônica da Dublinense (10/08/2016): “Os livros atrapalhados”

Na minha coluna dessa semana no Medium da Dublinense, eu falei dos livros que chegam na hora errada da vida dos leitores e fazem uma confusão danada. Mas também falo do dia em que escandalizei uma plateia ao confessar que o livro mais assustador de todos é "Éramos seis", da Coleção Vagalume; falo de Michel … Continue lendo Texto publicado na revista eletrônica da Dublinense (10/08/2016): “Os livros atrapalhados”

O beijo queimou-lhe o coração, mas persiste na sua Ideia

Assusta um pouco que, na festa em comemoração aos seus noventa anos, Bertrand Russell tenha iniciado o discurso do seu brinde com a seguinte frase: "Durante toda a minha vida ouvi dizer que o homem é um animal racional. Em todos esses anos, não encontrei nenhuma prova disso." É preocupante. Estamos falando de alguém que … Continue lendo O beijo queimou-lhe o coração, mas persiste na sua Ideia