O vulcão das verdades subterrâneas

Se existe um indivíduo merecedor de toda a nossa desconfiança é o que afirma ser o portador da verdade absoluta, seja ela qual for, religiosa, econômica, política, artística. Não sei se invejo ou se temo os donos da verdade: inveja por eles serem tão seguros, tão convictos das suas certezas, tão implacáveis e altruístas na … Continue lendo O vulcão das verdades subterrâneas

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Livro: “A vida e as aventuras de Nicholas Nickleby”, de Charles Dickens

Escrevi uma resenha para o Amálgama sobre "A vida e as aventuras de Nicholas Nickleby", de Charles Dickens, um romance do início da trajetória literária do escritor inglês. Há mais de 60 anos que o mercado brasileiro não via uma nova tradução dessa obra, e foi quase como descobrir um Dickens desconhecido: mais jovem, mais … Continue lendo Livro: “A vida e as aventuras de Nicholas Nickleby”, de Charles Dickens

Resenha do livro: “A arte do estilo”, de Henry James e Robert Louis Stevenson (org. Marina Bedran)

Escrevi para o Amálgama ( www.revistaamalgama.com.br ) uma resenha sobre o livro "A arte do estilo", que reúne ensaios e a correspondência mantida entre Henry James e Robert Louis Stevenson. Um diálogo epistolar educado, repleto de argumentos inteligentes e de frases que poderiam muito bem figurar nas obras de qualquer um deles, de tão poéticas e cristalinas. … Continue lendo Resenha do livro: “A arte do estilo”, de Henry James e Robert Louis Stevenson (org. Marina Bedran)

Resenha do livro “Poesia Reunida”, de Adélia Prado

O Amálgama (www.revistaamalgama.com.br) pediu para que eu resenhasse "Poesia Reunida", da escritora mineira Adélia Prado, um volume que reúne toda a sua obra poética. Foi um grande prazer realizar uma releitura da Adélia, descobrir poemas que não conhecia e lembrar de outros que já tinha lido. Foi um dos poucos livros de poesia que, assim … Continue lendo Resenha do livro “Poesia Reunida”, de Adélia Prado

“Philip Roth e o direito de silenciar”, texto publicado no Amálgama em 14/11/2012

Em novembro de 2012, publiquei este texto no Amálgama (www.amalgama.blog.br) sobre o anúncio da aposentadoria do Philip Roth e o direito que todo escritor possui de deixar de escrever. Foi um texto feito apressadamente. Um pouco irônico, pois não simpatizo muito com a obra de Philip Roth, mas admirei demais a decisão espontânea dele de … Continue lendo “Philip Roth e o direito de silenciar”, texto publicado no Amálgama em 14/11/2012

Os pássaros que moram em nós

Acontece com quem lê vários livros diferentes ao mesmo tempo. Logo o assunto de uma obra reverbera nas páginas da outra, o tema preferido de uma personagem encontra eco nos anseios da sua antípoda que caminha em distintas páginas, as perguntas de um narrador acabam sendo respondidas pelo seu irmão desconhecido que transita por outro … Continue lendo Os pássaros que moram em nós

Outra resenha no Amálgama

Saiu mais uma resenha minha no Amálgama (www.amalgama.blog.br). Desta vez, trato do livro "Balzac e a Comédia Humana", de Paulo Rónai, livro de ensaios do escritor húngaro naturalizado brasileiro abordando várias possibilidades e chaves de leitura da portentosa obra de Honoré de Balzac, que está sendo relançada no Brasil. Para quem já conhece o livro … Continue lendo Outra resenha no Amálgama

Nova resenha no Amálgama

E prosseguem as minhas resenhas no Amálgama (www.amalgama.blog.br). Desta vez, eu tratei do livro "Viagens na minha terra", do português Almeida Garrett, uma narrativa deliciosamente caótica que pretende ser uma provocação a Xavier de Maistre: se o espanhol pode fazer um livro viajando pelo seu quartoi, por que o português não pode escrever um manual … Continue lendo Nova resenha no Amálgama

Um breve elogio da banalidade

Ano novo, postagem nova. É inusitado começar um ano fazendo um louvor à banalidade, este óleo essencial que lubrifica a criatividade humana, mas só vejo pessoas escrevendo e falando sobre coisas sérias, ignorando a importância dos assuntos genéricos que infestam o nosso cotidiano com o seu rosário de singelas maravilhas e decepções. O excesso de … Continue lendo Um breve elogio da banalidade