Livro: “Os livros que devoraram meu pai”, de Afonso Cruz

  Em primeiro lugar – e pode parecer engraçada essa ressalva –, quando comecei a ler, não sabia que estava lendo uma obra infanto-juvenil. Induzido pelo título altamente sugestivo, imaginava uma história em que, sim, livros tinham devorado o pai do protagonista. Tenho o costume de não escolher livros pelo autor, pelo gênero ou pelo … Continue lendo Livro: “Os livros que devoraram meu pai”, de Afonso Cruz

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Livro: “O ruído do tempo” (2017), de Julian Barnes

Não me considero seguidor da obra de nenhum escritor. Por alguns anos, acompanhei todos os lançamentos de Neil Gaiman, mas, mesmo ainda gostando do seu estilo e inventividade, nos últimos anos ele não despertou mais tanto o desejo de lê-lo com urgência igual à que experimentava no passado; pode ser deixado para depois, e isso … Continue lendo Livro: “O ruído do tempo” (2017), de Julian Barnes

Livro: “O caderno vermelho” (2009), de Paul Auster

Talvez eu tenha sido azarado até hoje, ou talvez esteja escolhendo os livros errados para ler, mas o fato é que não consigo gostar de Paul Auster. Não deixa de ser um mistério, pois a prosa dele reúne todos os elementos que mais gosto de ver em uma narrativa: é bem escrita, fluida, interessante, alternando … Continue lendo Livro: “O caderno vermelho” (2009), de Paul Auster

Elizabeth Sagan: como a fotografia com livros pode contar histórias

Nos últimos tempos, tenho me posicionado de forma contrária à crescente fetichização do livro, que  o trata mais como um objeto inerte e passível de intervenções artísticos levando em consideração somente o seu aspecto material do que como aquilo que ele realmente representa, ou seja, a porta de entrada para outros mundos e novas ideias. … Continue lendo Elizabeth Sagan: como a fotografia com livros pode contar histórias

Uma carta de sir Arthur Conan Doyle para Bram Stoker

Nada como ter ótimos leitores: carta enviada por sir Arthur Conan Doyle para Bram Stoker logo depois da leitura que fez de "Drácula", expressando a sua admiração pelo ritmo e pela intensidade da história. Legal que ele destacou os personagens que mais gostou, e eram personagens secundários: o velho professor (Van Helsing) e as duas … Continue lendo Uma carta de sir Arthur Conan Doyle para Bram Stoker

Estamos esquecendo aquilo que é importante

Escrevi esse texto para o jornal "Em Questão" do Alegrete, mas, por ser um credo pessoal, acho válido compartilhar aqui também. Boa leitura.   Estamos esquecendo aquilo que é importante O som da chuva batendo na janela do quarto quando tentamos dormir. A risada de uma criança brincando no parquinho. O urro da multidão quando … Continue lendo Estamos esquecendo aquilo que é importante

O fascínio de um poema: “Confidência do Itabirano”, de Carlos Drummond de Andrade

O que eu mais gosto nesse vídeo é o fascínio com que as pessoas se entregam para a ruptura insólita no cotidiano trazida por um poema. Os olhares ficam distantes, as bocas se contraem em sorrisos quase distraídos e, mesmo sem querer, as pessoas se perdem nos meandros de uma poesia que, por meio de … Continue lendo O fascínio de um poema: “Confidência do Itabirano”, de Carlos Drummond de Andrade

Alexandre Dumas pai e as histórias que nunca terminam

Não me perguntem o motivo, mas hoje estava lembrando de alguns detalhes das últimas semanas de vida de Alexandre Dumas, o pai. Conta Alexandre Dumas, o filho, que, certa vez, foi visitar o pai na casa que ele ocupava em Paris. Na época o escritor já estava velho e adoentado, precisando de atenção médica. Ao … Continue lendo Alexandre Dumas pai e as histórias que nunca terminam