Nos últimos tempos, tenho me posicionado de forma contrária à crescente fetichização do livro, que  o trata mais como um objeto inerte e passível de intervenções artísticos levando em consideração somente o seu aspecto material do que como aquilo que ele realmente representa, ou seja, a porta de entrada para outros mundos e novas ideias.

Basta passar os olhos pelas propagandas e resenhas de livros que vemos resenhistas posando de forma sensual ou lânguida com seus livros, priorizando a sua imagem e deixando o livro em segundo plano. É necessário saber equacionar os dois lados, não usar livros para parecer mais legal, inteligente ou descolado (sem contar que isso também passa por uma ideia de elitização e esnobismo que me desagrada, como se o ato de ler – tão natural – fosse algo que distinguisse alguns seres humanos dos outros. Na verdade, ele ajuda a formar o caráter e a empatia, mas somente a leitura não nos transforma automaticamente em pessoas melhores).

No entanto, toda essa posição pessoal não me impede de apreciar algumas artes feitas com livros, em especial quando elas são criativas e levam a ideia de que o livro também contém um universo de possibilidades. Como é o caso das fotografias de Elizabeth Sagan, que utiliza livros para criar cenas de histórias.

Por mais horripilante que me pareça a ideia de retirar os livros da minha prateleira para elaborar cenários com eles, admiro a coragem de quem faz isso, e vale muito a pena seguir o trabalho da Elizabeth Sagan no Instagram.

Aqui algumas amostras:

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