As perguntas que devemos nos fazer

... como as pessoas conseguem dormir sabendo que um mundo terrível as espreita a cada dia, ansioso para cravar as suas garras e destroçá-las tão sem piedade quanto uma coruja destrincha os segredos e tripas da sua presa? ...  como se sentir tranquilo quando um grito desesperado no meio da noite impregnada de silêncio é subitamente … Continue lendo As perguntas que devemos nos fazer

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Obras Inquietas: 28 – “Retrato de um coração” (2013), Christian Schloe

Nessa semana, na minha coluna no "Obras Inquietas", eu cedi à arte digital (também posso ser moderno, não?) e falei sobre "Retrato de um coração" (2013), do austríaco Christian Schloe, que se especializou em mostrar mulheres e seu mundo interno de uma forma poética, mas ainda assim brutal. No caso da pintura que escolhi, é … Continue lendo Obras Inquietas: 28 – “Retrato de um coração” (2013), Christian Schloe

“Variações de Casanova”, ou como um cavalheiro deveria responder a essa questão?

Quando estou em dor, é na escrita que acalmo minhas turbulências e pacifico o pensamento. Então, perdoem-me a divagação em momento tão impróprio, mas faz parte do meu procedimento de luto, e 2017 tem sido um ano - pelo menos para mim - bafejado pela morte, que está caminhando mais próxima do que eu gostaria. … Continue lendo “Variações de Casanova”, ou como um cavalheiro deveria responder a essa questão?

Obras Inquietas – 26. “Adão e Eva lamentando a morte de Abel” (1818), Antonio Canova

Na minha coluna de duas semanas atrás no "Obras Inquietas" - esqueci de publicar aqui , acidentes acontecem -, eu falei de uma escultura em terracota de Antonio Canova, "Adão e Eva lamentando a morte de Abel" (1818). Para mim, essa escultura representa a dor que está além das palavras, além do corpo, além do mundo. … Continue lendo Obras Inquietas – 26. “Adão e Eva lamentando a morte de Abel” (1818), Antonio Canova

A felicidade de viver no mesmo mundo em que Tolstói esteve

Cansados dos homens medíocres que nos rodeiam e de seus pensamentos mesquinhos, ínfimos, ridículos? Também estou. Pois bem, então vamos falar de quando lendas caminhavam pela Terra. Estou lendo a autobiografia de Constantino Stanislavski, "Minha vida na arte", e quase não consigo sair da cadeira, de tão eletrizante a leitura. Em primeiro lugar pelo estilo: … Continue lendo A felicidade de viver no mesmo mundo em que Tolstói esteve

Obras Inquietas: 27 – “Melancolia e mistério de uma rua” (1914), Giorgio de Chirico

No meu texto dessa semana no "Obras Inquietas", lá no Artrianon, eu falei sobre "Melancolia e Mistério de uma Rua" (1914), quadro repleto de mistérios pintado por Giorgio de Chirico. Uma obra que inquieta por nos colocar na desconfortável posição de testemunhas - voyeurs - de um crime que pode estar acontecendo ou existir somente … Continue lendo Obras Inquietas: 27 – “Melancolia e mistério de uma rua” (1914), Giorgio de Chirico