Arquivo do mês: maio 2015

Sobre amor e sermos formados por coincidências 

Acontece de vez em quando: da força estupenda de um pensamento ser tão violenta que nos dá a sensação de sufocamento. De seguirmos a via inocente de uma suposição e acabarmos passando por veredas sombrias, por placas escritas com aviso urgentes que não conseguimos entender, por um pântano em que avançamos lentamente, ao mesmo tempo em que afundamos de forma implacável.

Hoje acordei pensando na série de eventos extraordinários que levaram ao meu nascimento. Não, ele não estava escrito em algum antigo pergaminho e nem sequer foi previsto pelas estrelas, que possuem assuntos mais importantes com os quais se preocuparem. Não fizeram rituais ou missas negras me louvando, ou assim penso. Também não sou tão ansioso para pensar na única corrida que ganhei de forma retumbante, protagonizada contra milhares de espermatozoides. 

Penso mesmo na gênese, naquilo que veio antes. No encontro improvável de um homem com uma mulher, nas centenas de fatos que poderiam ter mudado o curso da História (não falo na História humana, falo na que me interessa mais, a minha).  Nos detalhes que foram esquecidos, nas inúmeras intromissões que podiam ter acontecido, desde o surgimento de outra pessoa a atrapalhar a relação dos meus pais ainda no início, quando tudo é trêmulo, até a intervenção inoportuna da vida, um emprego aceito, uma doença, um filme erradamente escolhido, um perfume desagradável. 

Aprofundar-me neste pensamento me fez notar o quanto sou fruto de uma série de acasos. Aconteceu do meu pai e da minha mãe estarem na mesma cidade ao mesmo tempo; aconteceu de eles se encontrarem no meio de tantas pessoas; aconteceu de eles conversarem; aconteceu de eles se entenderem; e, a maior de todas as variáveis, aconteceu de ambos se apaixonarem. A mínima alteração nestes elementos e eu, Gustavo Melo Czekster, tudo o que sei e sou, não existiria. 

Amplificando este pensamento perturbador para o mundo, constatei que somos quase oito bilhões de seres formados por uma quantidade infinita de coincidências.

Somos instabilidades e improbabilidades caminhando sobre a Terra.

Em qual momento o amor nasce? É difícil de descobrir o momento exato em que isto aconteceu. Um dia, simplesmente amamos, e a pessoa que até então era comum passa a ter um significado diferente, como se subitamente ela se tornasse imprescindível e o mundo inteiro não passasse de um pretexto para o seu sorriso. 

Lendo “Tônio Kroeger”, do Thomas Mann, deparo-me com esta linda descrição do dia em que alguém descobre o surgimento do amor:

“A loura Inge, Ingeborg Holm, filha do Dr. Holm, que morava na Praça do Mercado, lá onde se encontrava o poço em estilo gótico, alto e pontudo, era a ela que Tônio Kroeger amava quando tinha dezesseis anos.
Como aconteceu isso? Ele a vira mil vezes; porém, uma noite viu-a sob uma certa iluminação; viu como, em animada conversa com uma amiga, jogara a cabeça para o lado, e de um certo modo travesso levara a mão, não muito delgada nem especialmente fina e pequena mão de moça, à nuca, movimento este que fez a manga de gaze branca deslizar do seu cotovelo; ouviu-a acentuar uma palavra, uma palavra indiferente, de um certo modo, tendo sua voz um som quente; e um êxtase dominou seu coração, muito mais forte do que aquele que sentira outrora quando, uma vez por outra, observava Hans Hansen, naquele tempo, quando ainda era um pequeno menino bobo.”


Mais incrível ainda é imaginar que uma pessoa pode estar ao nosso lado e, certo dia, por causa de um ângulo da iluminação na rua, de um movimento de cabelo, de uma risada descontraída ou por causa de uma palavra dita em um determinado segundo, possa emergir o amor, triunfal e possessivo, debaixo da pedra em que estava escondido até então. Isso eleva a quantidade de coincidências que deram origem a cada pessoa na Terra a um número além do infinito.

  
Pensar em todas as coincidências que deram origem a cada pessoa me fez lembrar do início de “Ensaios de Amor”, escrito pelo Alain de Botton. Ao falar da vontade que temos de imaginar a existência de um desígnio divino nas relações amorosas, o desejo de que uma determinada pessoa esteja conectada ao nosso destino desde o início, ele diz que forçamos as nossas narrativas para que as histórias se encaixem.

Não temos como saber com precisão se as histórias de um casal se encaixam e se sobrepõem ou se estamos forçando a situação. Em todo o caso, temos a vontade de que exista uma história única sedimentando a relação, dando um sentido de inexorabilidade para ela. Depois de nos encontrarmos, e de vermos nossos pontos em comum, então tudo se torna questão de fazer o muro do sentimento, através de diálogos, de trocas de experiências, de intimidade. 

É interessante a descrição que Alain de Botton faz sobre como o amor se espalhou pela sua vida depois de conhecer Chloe por acidente em uma viagem de avião, em especial se comparada ao que escreveu Thomas Mann, pois, depois da coincidência inicial do encontro, uma outra série de coincidências acabou agindo e firmando a relação:

“Até que se tenha morrido, é difícil considerar alguém como o amor de sua vida.  Mas, pouco depois de conhecê-la, não parecia de forma alguma um disparate pensar em Chloe nesses termos. No nosso retorno a Londres, Chloe e eu passamos a tarde juntos. Então, algumas semanas antes do Natal, jantamos num restaurante em West London, e, como se fosse ao mesmo tempo a coisa mais estranha e natural, terminamos a noite fazendo amor em seu apartamento. Ela passou o Natal com a sua família, eu fui à Escócia com amigos, mas quando nos demos conta estávamos ligando um para o outro todo dia, às vezes até cinco vezes ao dia, não para dizer alguma coisa em particular, mas apenas porque ambos sentimos que nunca havíamos falado assim com ninguém antes, que todo o resto havia sido compromisso e ilusão de nossa parte, que só agora éramos finalmente capazes de nos fazermos compreender – que a espera (de natureza messiânica) de fato havia acabado. Reconheci nela a mulher que havia procurado de modo desajeitado por toda a minha vida, cujo sorriso e cujos olhos, cujo senso de humor e gosto literário, cujas ansiedades e inteligência se encaixavam perfeitamente em meu ideal.”

Refletindo sobre a coincidência que o levara a conhecer a mulher pela qual se apaixonaria durante uma viagem de avião, Alain lista alguns eventos aleatórios que colocaram tanto ele quanto Chloe lado a lado no avião, e chega, em uma probabilidade modesta, de que existia uma chance de isto acontecer em 989.727. Todas as chances matemáticas estavam contra eles:

“E, no entanto, havia acontecido. O cálculo, longe de nos convencer dos argumentos racionais, só reforçava a interpretação mística de nossa paixão. Se as chances por trás de um evento são bastante remotas, mas o evento ocorre assim mesmo, não podemos ser perdoados por invocar uma explicação fatalista? Jogando uma moeda para o alto, uma probabilidade de um em dois me impede de virar para Deus e pedir cara ou coroa. Mas, quando se trata de uma questão com probabilidade tão pequena quanto a em que eu e Chloe estávamos implicados, uma probabilidade de 1 em 989.727, parecia impossível, pelo menos do ponto de vista do amor, que pudesse ter sido qualquer coisa senão o destino. Seria preciso uma mente inflexível para contemplar sem superstição a enorme improbabilidade de um encontro que havia acabado por alterar nossas vidas. Alguém (a 30.000 pés)  devia estar mexendo os pauzinhos no céu.”

Não sei se existe destino. Acredito que cada pessoa faz o seu. Ou, como Demócrito, penso que o caráter de uma pessoa é o que determina o seu destino. Por mais improvável que seja, o amor pode surgir do nada em um determinado momento e levar tudo de arrasto. Um dia, podemos deitar sem ninguém na cabeça; no seguinte, podemos deitar com a sombra e a recordação incômoda da outra espalhando-se em ondas de necessidade pelo sangue.

A improvável conjunção de coincidências que fizeram meu pai e minha mãe se juntarem nunca mais se repetirá. Bastava o mínimo grão de acaso, a mais leve hesitação, o menor dos fatores para que eu não existisse. Não agradeço aos outros espermatozoides por serem lentos ou aquelas anônimas pessoas que possibilitaram o primeiro ou os demais encontros dos meus pais, um de Santo Ângelo, a outra de Arroio dos Ratos, ambos se encontrando em Porto Alegre. Agradeço pelo que não sei – e talvez nem eles saibam. Agradeço minha mãe por ter virado a cabeça daquele jeito desconhecido em um certo dia; agradeço por estar chovendo quando se encontraram, ou pelo sol ter ofuscado o olhar de ambos por breves segundos; agradeço pelo meu pai ter sorrido daquela forma que nunca saberei. Agradeço por terem sido tímidos (ou arrojados), por nenhum deles ter dado um passo em falso e até mesmo por um deles ter dado o primeiro passo. Agradeço pelo vento ter passado e deixado ambos arrepiados, um achando que era por causa do outro. 

Não vejo esta conjunção de coincidências se articulando na minha vida em torno de alguém, mas agradeço que meus pais conseguiram ver os sinais invisíveis que estavam ao redor deles, e do qual eu seria o produto inesperado.

É impressionante imaginar que existem oito bilhões de seres formados de coincidências andando pelo planeta, mas quase inconcebível mesmo é pensar que existem oito bilhões de formas de amor caminhando por aí. 

(O fato que iniciou a escalada de pensamentos, de lembrança de livros e deste próprio texto é o aniversário de 41 anos do casamento dos meus pais, completado hoje. Participo desta história a 38 anos, e é provável que, nem nos seus maiores desvarios, meus pais imaginavam que as coincidências que os juntaram daria origem a mim, senão teriam pensado melhor antes de cometer esta temeridade que anda por aí e assina como Gustavo. Mas, sou produto de ambos, ou seja, somos todos culpados pelo que faço.  Se existe uma história que sintetiza os dois, foi em um dia desses, que meu pai disse ” sabe qual é o segredo de estarmos casados a 41 anos? É que resolvemos os nossos conflitos na porrada!”, e se finaram de rir da cara que fiz. Claro que a resposta é o bom humor. Duas pessoas assustadoras na sua singularidade, eis meus pais.)

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Texto novo no Literatortura (08/05/2015): “A Literatura como um prisma inquieto e delirante”

Na semana passada, foi publicada a entrevista da Ruth Rocha e, subitamente, uma quantidade nada desprezível de pessoas começou a me perguntar o que eu achava das declarações dela. Nos tempos atuais, parece que as pessoas procuram chancela para os seus próprios pensamentos. Não sei direito o que esperam que eu diga ou faça, a não ser dar tapinhas nas costas e dizer que vai passar, vai passar.

Li a entrevista e as reações acaloradas e tensas que ela gerou, mas o assunto que me consternava era a questão de fundo que todos pareciam passar ao largo: o que é literatura? Defini-la é como  tentar segurar água corrente – pegamos um pouco do conteúdo, mas sempre algo imprescindível nos escapa por entre os dedos.

Resolvi expor as minhas dúvidas, talvez alguém tenha respostas satisfatórias. Mas – admito, pois sou fraco – também aproveitei para falar das musas, e é provável que o mundo nem desconfie que o texto inteiro se estrutura como um mero pretexto só para que eu imagine um diálogo idílico entre as três musas da Literatura às margens de um plácido regato… aposto que, em algum lugar, três risadinhas cristalinas ressoam com aquela pureza que só as nuvens possuem.

Ainda que não seja como estes gritalhões que vão incomodá-las com exortações e ordens (sim, vocês mesmos, Homero, Virgílio, Camões, Milton, tantos outros), eu também presto meu modesto tributo às Musas, mas sou mais sutil.

A Literatura como um prisma inquieto e delirante

Talon Abraxas 02

Uma semana atrás, a escritora Ruth Rocha falou que “Harry Potter não era literatura” ( http://literatortura.com/2015/04/ruth-rocha-faz-50-anos-de-carreira-e-diz-harry-potter-nao-e-literatura/ ). Uma declaração tão taxativa percorreu a internet, levantando um tsunami de raiva. Por mais que procure ficar afastado de discursos de ódio, em especial os que vicejam nas redes sociais, alguns respingos sempre acabam aparecendo. Li respostas de todos os tipos: pessoas que xingaram a Ruth Rocha de várias formas, outras que colocaram em dúvida a sua sanidade, algumas que a ameaçaram, este tipo de fúria ilógica que somente o anonimato das redes sociais proporciona. Entre os ataques mais “ponderados”, se é que podemos chamar assim, existiram uns que defenderam a J. K. Rowland aludindo ao fato de “Harry Potter” ser um fenômeno mundial, ou mencionando as suas vendas estratosféricas, e até mesmo aqueles que disseram que um livro lido por tantas pessoas precisava ser literatura, ao contrário do afirmado por Ruth Rocha.

No entanto, a questão primordial não foi abordada, talvez por que tenhamos medo de tratar de assunto tão inquietante. O que é literatura? O que transforma algo em literatura? Desde o início dos tempos, as pessoas se perguntam o mesmo, e ninguém chegou a um conceito definitivo. Por tal motivo, quando Ruth Rocha afirma categoricamente que uma obra não é literatura, o oportuno seria questionar, então, o que é? Ao contrário do que pode parecer, o aprofundamento desta discussão só traria questões saudáveis e até mesmo uma relação diferenciada do leitor com o livro que o espreita da prateleira da livraria. Sabendo definir uma ideia própria de literatura, a pessoa pode ficar mais confortável na hora de buscar obras que a confirmem – ou investir em livros que discordem e balancem com as suas certezas.

Na entrevista, Ruth Rocha apresenta a sua visão, “o que eu acho que é literatura é uma expressão do autor, da sua alma, das suas crenças, e cria uma coisa nova”. É necessário respeitar a visão de cada um, mas, no caso, o conceito de Ruth Rocha é insuficiente. Seguindo à risca a ideia de que literatura “cria uma coisa nova”, não existiria nenhuma obra literária no mundo. Todas as histórias não passam dos mesmos temas repetidos à exaustão e distorcidos pela experiência pessoal do autor. De acordo com o conceito de Ruth Rocha, “Ulysses” de Joyce não seria literatura, pois possui uma relação com a “Odisseia” de Homero. A ideia de que precisa existir algo novo exclui a própria noção de intertextualidade, sem a qual não existe literatura, este prisma inquieto movido por mãos humanas por onde as histórias deslizam, se misturam e se repudiam.

Muitas pessoas dizem que literatura são os livros, e eis outro conceito limitado: nem tudo que é literário está contido em fronteiras físicas tão estreitas. Indomável, a literatura se espalha, repercute em obras desconhecidas, traça pontes e paralelos entre livros que não se conheciam, ridiculariza – sem querer – a visão estreita apresentada por outra obra, pretende destruir o tempo e o espaço, mas sabe que poucos são os que conseguirão sobreviver na memória alheia e na poeira da biblioteca universal. Um livro é uma pedra jogada não no lago, mas no oceano, e as ondas a varrem de lá para cá, forçando-a a encontrar outros livros e sonhos em um misto de delírio com imensidão.

Por seu turno, a literatura pode ser uma história contada em um bar, pode ser o último desejo de um moribundo, pode estar dentro um murmúrio de exasperação. O formato de um livro é irrelevante, e prova maior disto é que as contas inscritas em uma pedra por um fenício ou as reclamações de uma dona de casa egípcia materializada em hieróglifos são formas literárias tão concretas quanto o mais reluzente bestseller em uma livraria atual.

Outra ideia fixa de literatura é “tudo aquilo que está escrito”. Novamente uma visão limitada. Nem toda a literatura está escrita: existem milhares de textos preservados na via oral, passando de geração em geração. Da mesma forma, as primeiras expressões literárias foram desenhos feitos em cavernas e que contavam histórias ou relembravam momentos então vividos. Imaginar que somente o escrito é literatura acaba sentenciando inúmeras histórias ao ostracismo. Na Literatura Comparada, estudamos que toda expressão artística que emana ou reflete algo constante em uma obra também é literatura, ou seja, uma fotografia, um objeto, uma pintura, uma dança, tudo poderia ser literatura, desde que contivesse uma história ou uma intertextualidade adormecida no seu interior.

Às vezes, existem pessoas que me contam que escrevem, mas não fazem literatura por não terem sido publicados, escrevem “só para si mesmas”. É uma conceituação interessante, que divide o mundo entre dois tipos de autores: os que fazem literatura quando publicam livros e os outros, aqueles que escrevem. Mas, não estão todos escrevendo? Como faço questão de enfatizar, se a pessoa escreve, mesmo que seja para si própria, está fazendo literatura, queira ou não.

A circunstância de ser publicado é irrelevante; o importante é escrever. Ter um único leitor, às vezes, é mais complexo do que ter centenas de milhares de pessoas que compram livros somente para ilustrar suas prateleiras. Um livro não lido, mas ostentado, também é literatura? Eis outra indagação pertinente. Observei que muitas pessoas disseram que “Harry Potter” seria uma obra literária por ter milhões de leitores no mundo todo, mas a quantidade de leitores é o que determina uma obra como literária? Um livro com um único leitor – a mãe do autor, por exemplo – deixa de ser literário?

Para exemplificar a dificuldade de se chegar a um conceito único do que seja literatura, nunca é demais lembrar que, entre as nove Musas gregas, era a única expressão artística que não possuía uma musa específica, mas três: Erato, “a amável”, musa da poesia lírica; Melpômene, “a poetisa”, musa da tragédia e Tália, “a que faz brotar flores”, musa da comédia. Talvez por este motivo a entrevista de Ruth Rocha tenha despertado tamanha onda de raiva. No momento em que simplificou a questão e disse que um livro não era literatura – da forma com que falou, a escritora relegou boa parte do gênero da fantasia à ideia de que não era literatura, o que é outro grave problema conceitual, pois não existe hierarquia entre gêneros literários, em que alguns são “mais” literatura do que outros -, ela não estava falando somente de “Harry Potter”. Estava expondo uma ideia totalitária de literatura, em que se admitem exclusões e reduções – e preconceitos – de acordo com o gosto individual.

Sempre imaginei Erato, Melpômene e Tália sentadas ao lado de um plácido regato, molhando os pés enquanto discutem as obras dos seus protegidos e as dividem entre si, esta história vale uma comédia, aquela lá só funciona dentro de uma poesia, a outra vai dar uma linda tragédia!, e elas se abraçam, dançam e se divertem. Não gostaria de imaginar que as musas brigam pela supremacia, uma se achando melhor do que as outras, quando cada uma possui a sua própria beleza, assim como cada livro – por mais desconhecido ou mal escrito que seja – tem o seu próprio encanto e sedução.

Se não existe um conceito válido de literatura, ainda prefiro o meu: literatura é aquele espaço de liberdade delirante em que um homem é sonhado pela sua própria obra.

Texto originalmente publicado neste link: http://literatortura.com/2015/05/a-literatura-como-um-prisma-inquieto-e-delirante/

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