Arquivo do mês: setembro 2014

As ninfas que moram no nosso interior

Desde que me conheço por gente, os outros dizem que tenho um “olhar diferente”, algo que distorce a realidade e vê sombras onde elas não existem, detalhes insuspeitos, amplitudes desconhecidas. Por muito tempo lutei contra isto, até o momento em que desisti e passei a amestrar os meus olhos, a ensiná-los a se comportarem, a distinguir o concreto do intangível. Acreditem ou não, é um aprendizado diário e cruel. Eu normalmente preciso silenciar sobre o que vejo; é uma caixa de Pandora que deve ser aberta aos poucos, nunca de supetão.

Muitos pesquisadores se debruçaram sobre a diferença entre o olhar do artista e o olhar dito “normal”. Alguns encontraram razões médicas: El Greco teria astigmatismo, o que explica as formas alongadas que costumava desenhar; Monet foi atormentado pela catarata nos últimos anos de vida, o que distorceu as cores do mundo; Van Gogh, além de doenças psiquiátricas, teria xantopsia, o que justifica a abundância do amarelo nos seus quadros.

Existiriam razões fisiológicas: um estudo feito na Universidade de Nevada através da monitoração da atividade cerebral de dois homens e mais o pintor Humphrey Ocean mostrou que, enquanto os dois homens expressavam uma paisagem usando a parte de trás do cérebro, que lida com imagens, o pintor utilizou mais a região frontal direita, que está ligada ao raciocínio. Ou seja, enquanto desenhava, ele incluía e misturava seus próprios pensamentos e visão de mundo com aquilo que era retratado.

Refleti sobre estas questões quando me deparei com uma frase de Pierre-Auguste Renoir:

“As pessoas dizem que uma árvore é somente uma combinação de elementos químicos. Prefiro crer que Deus a criou, e que ela é habitada por uma ninfa.”

Por mais absurda que possa ser a ideia da árvore virar a prisão de uma ninfa (uma hamadríade, para ser mais exato), o pintor impressionista quis dizer que todo objeto possui a própria magia, não explicada pela ciência. É algo que está além dela, e somente os artistas conseguem enxergar.

Nas suas primeiras obras, Renoir concentrou-se em paisagens. Não entendo muito de pintura, mas creio ser mais simples pensar um ambiente estático preso dentro dos limites do quadro. Ele não estava experimentando o seu estilo, e sim a sua visão de mundo:

"Paisagem de Grasse", Renoir

“Paisagem de Grasse”, Renoir

É possível ver a alma das árvores expressa nesta pintura, assim como o vento que movimenta os seus galhos. Para qualquer pessoa, seriam árvores, mas Renoir mostrou o espírito delas. Não bastando, revelou que o chão também se move incessantemente debaixo dos nossos pés, que o ar é corrosivo e irrequieto e que o mundo se ergue ao céu – enquanto ele tenta nos sufocar contra a terra. Vivemos sob a égide desta pressão invisível que se espalha ao nosso redor.

Dentro da realidade que qualquer pessoa consegue enxergar, existe um mundo em movimento, e fazer uma obra se mexer para fora dos seus limites é aquilo que o artista procura. Seja em uma pintura, seja em uma música, seja em um livro. No entanto, quem pensa que o artista tem um olhar quente e afetuoso sobre a realidade está enganado. É necessário ser frio e, ao mesmo tempo, passional. Eu digo que o Tempo da arte é diferente do Tempo humano; o artista precisa ter um olho lento e desassombrado. Thomas Mann fala sobre esta capacidade na literatura:

“O olhar que lançamos, enquanto artistas, para as coisas externas e internas é diferente daquele do homem comum: é, ao mesmo tempo, mais frio e mais passional. Enquanto homem, você pode ser bom, tolerante, afetivo, positivo, pode ter uma inclinação totalmente acrítica de achar tudo bom; enquanto artista, o demônio o obriga a ‘observar’, a perceber velozmente e com uma maldade dolorosa qualquer detalhe que possa ser característico no sentido literário, que possa ser típico e significativo, abra perspectivas, que designe raça, aspectos sociais e psicológicos, e a registrá-los como se você não tivesse nenhuma relação humana com o que viu – e na ‘obra’, tudo vem à tona. Considerando que se trate de um perfil, do uso artístico de uma realidade próxima, ressoa a queixa: ‘Foi assim que ele nos viu? Tão frio, irônico e hostil, com olhos tão vazios de amor?’.”

Retorno aos quadros iniciais de um Renoir ainda hesitante, ainda experimentando a visão:

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Alguém mais cético e com o olhar engessado pela realidade poderia dizer que as cores retratadas por Renoir nesta paisagem não existem. Contudo, se qualquer pessoa se concentrar por tempo suficiente em uma paisagem e tentar ir um pouco além do que a visão revela, entrar na essência da coisa, na ninfa que mora dentro de cada mínimo objeto, notará que estas são as cores verdadeiras do mundo, as quais foram envernizadas e diluídas pela sociedade. O artista só está revelando a verdade para um público cego.

Renoir fala o segredo do seu olhar em outra frase memorável:

“Não existe uma só pessoa ou paisagem ou assunto que não possua algum interesse, ainda que possa não ser evidente de imediato. Quando um pintor descobre este tesouro escondido, as outras pessoas ficam impressionadas com a beleza que lhes foi revelada.”

Todos os objetos do mundo possuem vida no seu interior. Cumpre ao artista libertá-la e desmascarar a verdade que esquecemos. Da mesma forma, não existe ser desinteressante ou que não possua algo de extremamente singular. Somos todos diamantes esperando a extração, somos todos ninfas à espera de um resgate.

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“As pessoas que não deixam livros morrerem”, texto publicado no Literatortura em 23/09/2014

Saiu texto novo no Literatortura hoje, e eu o trouxe para cá, pois sei que alguns de vocês só me acompanham aqui e a história de Nadezhda Mandelshtam merece ser repercutida.

Acho oportuno contar de onde saiu o texto: na semana passada, recebi um link com grandes casas e monumentos relacionados a escritores russos. Entre eles, estava um único túmulo, dedicado justamente a Nadezhda Mandelshtam e mencionando que, como não sabiam onde o grande poeta Ossip Mandelshtam estava enterrado, só restava homenagear ao túmulo da sua esposa, que memorizou os poemas dele e os salvou da destruição.

Interessado por esta história, fui procurar mais detalhes e percebi que, apesar de muitas referências à Ossip, em geral Nadezhda era simplesmente referida como sua esposa e aquela que guardou na memória os poemas do outro. Levei algum tempo até achar o ensaio de Brodsky, um obituário laudatório que falou tanto do esforço invulgar de memória de Nadezhda quanto da sua obra. Ainda tinha alguns detalhes inusitados da intimidade do casal, como o fato deles gostarem de “relações a três”, e terem feito uma rápida relação com Anna Akhámatova, que foi xingada por não gostar da experiência.

Isso sim que é uma cama de alta voltagem poética: Akhámatova, Nadezhda e Ossip. Deixo na imaginação de vocês. Agora, o texto.

 

As pessoas que não deixam os livros morrerem

 

colonia del sacramento

 

 

Os livros são os maiores inimigos do pensamento livre. Nenhuma expressão artística insulta mais os tiranos do que a Literatura: eles conseguem suportar a Pintura, tolerar a Escultura, torcer a cabeça com condescendência para a Música e para a Dança. No entanto, assim que inicia um regime que visa a tolher a liberdade ou os direitos de alguém, os livros são os primeiros a arcarem com as consequências. São queimados, insultados, destruídos; alguns deles são revisados, outros sofrem censuras parciais ou totais.

Livros estimulam as pessoas a pensarem por conta própria; são o germe de qualquer revolução ou questionamento da realidade.

Impossível falar deste assunto sem lembrar de “Fahrenheit 451”, de Ray Bradbury. A história de uma sociedade em que os livros são proibidos e o pensamento crítico é subjugado aos interesses dos poderosos continua nos assombrando. Não por parecer ficção, mas por estar cada vez mais próximo da realidade. Existe uma grande quantidade de leitores que se recusa a ler algo sob o argumento de que ouviu outras pessoas falarem que é ruim. Também não são poucas as pessoas que acham que determinados livros deveriam deixar o mercado ou serem extirpados das livrarias. Existe pouca diferença entre pensar assim e queimar um livro. Assim como existem obras de todos os tipos, existem leitores também. Não acredito na divisão entre baixa e alta literatura ou que alguém que se acostume a ler algo ruim acabe chegando aos bons livros, mas acredito que cada livro existe com o propósito de encontrar um único leitor e, se atingir outros pelo caminho, qual prejuízo pode causar? Pior do que existir livros ruins é não existir livros.

Muitos falam sobre os escritores, mas poucos lembram dos verdadeiros heróis que preservaram livros tidos como subversivos ou os salvaram da destruição. Alguns nomes chegaram ao nosso conhecimento, como Max Brod, que salvou duas vezes a obra de Kafka: a primeira, quando o escritor tcheco pediu para que ele queimasse tudo após a sua morte; a segunda, quando fugiu de Praga em 1939, após a ocupação nazista, levando consigo os escritos do outro. Na época, Brod não tinha como saber se a obra de Kafka sobreviveria à passagem dos anos, não sabia sobre a qualidade dos livros ou se eles repercutiriam em outros leitores, mas, mesmo assim, lutou para defendê-los, tanto do próprio autor quanto do avanço de um regime totalitário. Outros nomes nunca saberemos, como a primeira pessoa que caminhou pela Grécia colhendo os cantos esparsos de Homero e trazendo ao mundo a “Ilíada” e a “Odisseia” ou o compilador do “Gilgamesh” e dos “Vedas”. Pessoas que foram engolidas pelo Tempo, mas cuja preservação da literatura alheia à custa da perda da própria identidade foi nada menos do que heroica.

Se escrevo sobre o tema, é por que, recentemente, descobri a existência de Nadezhda Mandelshtam (1899-1980), escritora, doutora em Letras e professora na Rússia. Apesar de tanta qualificação, passou para a história da Literatura como a esposa do grande poeta Ossip Mandelshtam. O fato de sabermos tanto sobre Brod e tão pouco sobre Nadezhda relaciona-se tristemente ao fato da História não pertencer somente aos vencedores, mas também aos homens.

Ser considerada somente como “esposa” não faz justiça à sua real importância, é uma forma de minimizá-la. Ossip passou a vida toda entrando e saindo das prisões stalinistas, sempre por causa das suas poesias questionadoras, até o dia em que morreu em um campo de trabalhos forçados perto de Vladivostok. Nadezhda dedicou a sua existência a proteger a obra e o legado do poeta morto e, para tanto, decorou todos os poemas dele. A obra não podia ser publicada e, de acordo com aquilo que descobri (são pouquíssimas referências a Nadezhda, mas muitas a Ossip), o governo de Stalin a perseguiu de forma feroz, sabendo que, se matasse a guardiã última dos versos, mataria de vez o poeta. Alguns relatos esparsos mencionam que, em certas ocasiões, foi por uma questão de detalhe que não a capturaram. Nadezhda passou boa parte da sua vida escondendo-se e fugindo da polícia, sem poder esquecer os poemas do marido e, ao mesmo tempo, sem deixar de acalentar a própria poesia.

Em um ensaio de Joseph Brodsky, “Nadiêjda Mandelstam (1899-1980) — um obituário”, que faz parte do livro “Menos que Um”, ele descreve Nadezhda da seguinte forma: “era uma mulher baixa e magra, e com o passar dos anos foi-se encolhendo cada vez mais, como se tentasse transformar-se numa coisa sem peso, algo que se pudesse enfiar às pressas no bolso em caso de fuga. Não possuía bens materiais: nem móveis, nem objetos de arte, nem biblioteca” (tradução de Sergio Flaksman). A única coisa que Nadezhda possuía era a sua memória, onde estavam impressos os poemas do seu marido. Durante algum tempo, Stalin desistiu de calar a poesia e publicou versões adulteradas dos poemas de Ossip, mas a recordação de Nadezhda mantinha intacta a voz original do poeta.

Não sabemos se, no início, era a saudade do marido morto que a fez tomar a decisão de preservar a obra dele na própria memória. O que não temos dúvida é que, com o tempo, a lembrança do amor se esvaneceu, mas os poemas não. O que pode ter começado como um ato de amor a alguém, logo se transformou no ideal maior: preservar a voz de um poeta ao custo da própria vida.

Brodsky afirma que, se existe um substituto para o amor, é a memória, pois memorizar é restabelecer a intimidade. Penso ser um pouco mais do que amor: Nadezhda preservava os poemas de Ossip por saber que homens e mulheres morrem, mas palavras nunca. Se hoje lemos Ossip, é por que Nadezhda não desistiu da Literatura, mesmo atravessando desertos gelados, rios pérfidos repletos de água negra e se escondendo em pequenas cidades longe do alcance do inimigo. Mais do que escritores, a Literatura é feita com as vozes de milhares de anônimos que decoram frases e trechos de livros e nunca os deixam morrer, não importa qual seja o regime totalitário, o silêncio alheio ou a violência que deseje subjugá-lo.

Existe Vida e existe Literatura e, às vezes, a Literatura precisa ser maior do que a própria Vida. Portanto, é imperativo nunca esquecer Nadezhda e as incríveis pessoas que não deixam os livros morrerem. As bibliotecas só existem graças ao seu sacrifício voluntário.

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O livro como espectro da loucura

Eu acredito que livros possam enlouquecer uma pessoa. Podem salvá-la ou explicá-la, mas também possuem o potencial de serem o empurrão que vai jogar alguém na insanidade ou, até mesmo, na morte.

Os livros andam muito próximos da loucura. Para escrever, uma pessoa não pode ser normal, pois pessoas normais vivem, não imaginam vidas alheias. Existem muitos casos de escritores que enlouqueceram, que se refugiaram em drogas, que tiveram comportamentos esdrúxulos. Quiroga, Maupassant, Hemingway, De Quincey… ser artista é flertar com a insanidade e, às vezes, ela é sedutora demais.

Também acredito que livros possuem almas próprias, distintas daquela que os criou. Se livros têm almas, eles podem assombrar alguém. Sempre achei que Hamlet não conversava com o fantasma do pai, mas com um livro. Bibliotecas são lugares cheios de almas a vagar.

Não se pode brincar com os livros. Nem os autores possuem este direito. O livro é uma força da Natureza; a história deve ser contada, independente do ser que escolheu como veículo. Ela precisa vir à tona, e pobre do homem ou da mulher que ficar no seu caminho.

Os fantasmas das histórias enlouquecem os seus autores. Os livros ainda não escritos, que ficam ricocheteando nas paredes da memória o dia inteiro. O corpo tem limites e a arte não, ela quer transcender o corpo do próprio artista.

O que me faz lembrar de Dante Gabriel Rossetti (1828-1882). Admiro artistas que, além de serem excelentes poetas ou escritores, conseguem se dar bem em outra forma de expressão artística, como – no caso de Dante – a pintura. Ser bom em uma expressão artística já demanda tanta dedicação que ser excepcional em duas, para mim, é algo mágico.

 

The Garland, by Dante Gabriel Rossetti - 1871

“The Garland”, Dante Gabriel Rossetti – 1871

 

Dante Gabriel Rossetti apaixonou-se por uma jovem, Elizabeth Siddal, apelidada de “Lizzie”. No início, ela era modelo de suas pinturas e, em seguida, acabou se transformando na sua esposa. Tamanho era o seu amor que Dante dedicou-lhe uma grande quantidade de poemas.

Infelizmente, após perder um filho, “Lizzie” cometeu suicídio. Como prova de amor extremo e da melancolia que lhe assaltou, Dante colocou, dentro do caixão da esposa falecida, o manuscrito contendo todos os seus poemas até então. Junto com a sua esposa, enterrou um livro.

No entanto, não se livrou dele. Consigo imaginar as noites de Dante Gabriel Rossetti lembrando do manuscrito que condenara à morte; os passos agoniados dentro da casa pensando nas rimas e nas imagens poéticas presas no caixão; os poemas sufocados gritando nos seus pesadelos. O fantasma do livro estava lhe assombrando. Penso em Dante caminhando pela rua, fustigado por poemas invisíveis que atormentavam cada um dos seus passos. Enquanto a lembrança de “Lizzie” desvanecia e o luto dava lugar à vida (o poeta não tardou a se apaixonar por Jane Burden, envolvendo-se em um intrincado triângulo amoroso com o marido dela, William Morris, para quem a tinha apresentado), o fantasma do livro insistia em lhe atormentar, querendo ser exibido ao mundo.
Em 1869, Dante Gabriel Rossetti não resistiu mais e ordenou que exumassem o manuscrito do túmulo da mulher falecida. Esta é a expressão exata que William Bell Scott colocou no seu “Autobiographical Notes”: o poeta inglês ordenou que exumassem o manuscrito e o trouxessem à vida, não o corpo de “Lizzie”. Um livro é um objeto dotado de vida, ainda mais para a pessoa que lhe criou.

No mesmo ano, publicou os poemas, e a sua vida nunca mais foi a mesma. William Bell Scott narra que Dante Gabriel Rossetti começou a ter visões do fantasma de “Lizzie”, que o observava de longe, sempre com um olhar punitivo, sabendo que o livro não mais lhe pertencia. Desde a retirada do manuscrito do túmulo de “Lizzie”, o fantasma dela passou a assombrar o poeta, causando-lhe crises de pânico, ataques paranoicos e depressão, que o conduziram a sucessivas internações em casas de repouso, a tentar cometer suicídio algumas vezes e a mudar todo o conteúdo da sua obra.

Dante Gabriel Rossetti teve o azar de enfrentar dois fantasmas: o de um livro e o de seu amor. Primeiro, o manuscrito enterrado incomodou a sua memória até ser “exumado” e publicado. Quando o escritor achou que estava livre, a sua falecida esposa veio lhe assombrar por causa do livro que lhe pertencia e lhe fora retirado. Na confluência de dois fantasmas poderosos, a Literatura e o Amor, a sanidade de Dante Gabriel Rossetti acabou se deteriorando. Nenhum ser conseguiria sobreviver incólume a tais forças.

Não tenho dúvidas de que um livro pode enlouquecer uma pessoa. Contudo, como o caso de Dante Gabriel Rossetti mostra, os livros também podem enlouquecer fantasmas.

Não é prudente brincar com livros, tanto autores quanto leitores. Nunca se sabe se a loucura não pode se esconder na próxima linha, no virar da página, no ponto final.

Escrever é um permissivo que a loucura encontrou para se espalhar impune pelo mundo.

 

P.S.: Não poderia encerrar a postagem sem uma foto da Família Rossetti, com o Dante Gabriel Rossetti no canto esquerdo. Detalhe nada insignificante: a fotografia foi tirada por outro monstro literário, Lewis Carroll, autor de “Alice no País das Maravilhas”. Sempre acho que fotografias tiradas por outros artistas são eventos de extrema singularidade, em que nada aparenta ser aquilo que está diante dos nossos olhos. O fundo desta fotografia e o destaque dado nas figuras humanas me encanta.

 

A Família Rossetti (Dante está no canto esquerdo da foto), em fotografia de Lewis Carroll

A Família Rossetti (Dante está no canto esquerdo da foto), em fotografia de Lewis Carroll

 

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