Arquivo do mês: maio 2013

Um estudo do detalhe

Não é somente o diabo quem mora no detalhe. O todo também pode se esconder na curva da insignificância. O mínimo, aquilo que o olho vê e não capta, revela o máximo de significado. É necessário prestar atenção no detalhe, na palavra não dita, no gesto desnecessário, no sorriso que escapa, na lágrima que se oculta. É exatamente neste local que a verdade se esconde: tão perto dos olhos, tão longe da compreensão.

Após 36 anos de convivência forçada com este corpo, percebo que o meu olhar se prende ao detalhe. Não é alguma característica obsessiva, algo que me impeça de viver, mas a busca pela fratura na verossimilhança do outro. Eu não acredito que as pessoas sejam reais; tenho certeza de que todos são fictícios, o que me leva a procurar provas de inverossimilhança nas demais pessoas com que convivo. Todos possuem desníveis em alguma parte da sua vida, detalhes que rastreio com paciência, procurando a fratura por onde revelarei o segredo alheio. Gostaria de dizer que é difícil de encontrar, mas, infelizmente, é até fácil demais.

Tudo é uma questão de treinar a apreensão, procurar o singular, o mistério que escapa do olhar apressado. Tomemos um exemplo: a escultura “O rapto de Perséfone” (1621), de Bernini.

rapto_de_proserpina_-_bernini

Todos sabem a história do rapto de Perséfone por Hades. Encantado pela filha de Deméter, o Deus do Inferno decidiu levá-la consigo para o seu reino sombrio, desafiando o panteão divino por causa deste amor tresloucado.

Um olhar distraído para a escultura revela a desproporção das forças envolvidas no rapto: Perséfone é muito menor e mais fraca do que o seu raptor. A mão no rosto de Hades escancara repugnância, assim como o rosto voltado para o céu, imerso em súplica e desespero. É uma escultura repleta de agonia. Qualquer pessoa que a olhe sabe que, se não existir algum tipo de ajuda exterior, a mulher não tem chance alguma de resistir à cobiça do Deus dos Infernos, retratado quase como um sátiro, um devasso.

Impossível não reparar na extraordinária perfeição do corpo feminino. A curva dos braços, o ângulo do pescoço, as pernas fortes, todos os detalhes revelam a respiração da pedra. Assim como uma boa foto, a escultura mais marcante é aquela que eterniza um suspiro no ato exato de abandono. A boa experiência estética precisa ser auto-referencial, e sempre pensei  em”O rapto de Perséfone” como o trabalho do artista de resgatar, do mundo das pedras, a imagem que mora nos seus sonhos. Neste contexto, aquilo que Bernini realmente revela é o artista sequestrando a beleza e trazendo-a à força para a realidade.

Mas é prudente aproximar o olhar, mudar o ângulo de visão. Nada fica igual quando mudamos o enfoque.

Proserpina

Não existe ato de violência que seja justificável. Prova disto é que Deméter, a Deusa da Agricultura, puniu os humanos pelo rapto da sua filha, impondo-lhes sucessivas secas e fazendo a fome grassar na Grécia. Zeus, agindo como árbitro entre Hades e Deméter, estipulou que Perséfone ficasse seis meses no Inferno e seis meses na Terra. Dessa forma, ambos os lados sairiam, ao mesmo tempo, agradados e descontentes.

Por este ponto de vista, Hades parece ainda mais ameaçador. Todos os detalhes dos seus músculos estão obcecados pela luxúria de ter a mulher desejada. Os dois corpos da escultura inclinam-se para sentidos diametralmente opostos, representando as vontades divergentes. No entanto, percebe-se que o Deus do Inferno possui a certeza inabalável da imposição da sua força. Ele permite que a mulher se debata, mas sabe que ela está fadada a perder. E não seria esta também uma boa definição para o amor, jogo em que duas vontades diferentes digladiam até chegar a um acordo?

O fato do amor nascer de um local tão improvável quanto um rapto não afasta a ideia de que todo sentimento é, por natureza, um ato de violência contra a própria pessoa. A pedra revela mais segredos do que gostaríamos: não existe sentido algum em resistir ao sentimento, pois, quando ele chega, nos arrasta para as profundezas do inferno particular de cada um e só nos deixará sair de lá uma vez a cada seis meses, para curtir um pouco de sol.

A mudança do olhar já alterou a substância do objeto. Agora é o momento de chegarmos ao detalhe:

gian_lorenzo_bernini_024_ratto_di_proserpina_dett_1621

O olhar de Perséfone aterroriza. Ao contrário do que a imagem do todo deixava entrever, a mulher não está olhando para cima, à procura da ajuda divina. Olha para baixo, para onde está arrastada. Ela sabe que foi subjugada. E o medo no seu olhar permite-nos imaginar que já consegue divisar os portões próximos do Inferno, da sua prisão. A resistência é mais tentada do que efetiva.

O pavor do olhar feminino contrasta com a espantosa ternura dos dedos do raptor. Observem o detalhe da mão: ela não aparenta fazer força, e sim acariciar o dorso da mulher, quase como se a carne queimasse. O segurar confunde-se com o abraço; o polegar de Hades já se insinua na omoplata, enquanto os demais dedos enlaçam Perséfone, quase como se estivessem tentando se unir a ela. Considerando-se que, no início, tudo era pedra, esta tentativa do material da escultura de reencontrar a união de que foi privada é uma nova possibilidade de interpretação da obra. E igualmente bela.

Mas sejamos mais observadores ainda:

rapto_de_proserpina_detalhe

É no toque masculino que a pedra ganha a sabedoria da carne. Todo o frêmito do corpo está nos dedos de Hades, na languidez com que ele apara a mulher amada. A violência inicial de “O rapto de Perséfone” se desfaz, e aquilo que era um ato contra a vontade da mulher vira um abraço amoroso, uma resistência injustificada, o receio do desconhecido que nos acomete no início do sentimento. De acordo com a mitologia, Perséfone realmente se apaixonou por Hades. Mesmo tendo Perséfone submetida a estes interlúdios de seis meses de sombra a cada seis meses de luz, Hades conseguiu cativar o coração feminino e, se o amor começou de forma enviesada, acabou se resolvendo com a sedução posterior, com a reconquista da mulher.

A obra flagra o detalhe do inesperado carinho com que os dedos de Hades enlaçam o outro corpo, assim como antevê, na forma quente com que a pele de Perséfone se adapta ao carinho, uma série de arrepios que prenunciaria o amor vindouro. Bernini fez várias obras dentro de uma escultura só, e tudo está nos detalhes que ele não mostrou, somente deixou insinuado.

Agora, se o leitor ficou curioso sobre os múltiplos significados de “O rapto de Perséfone”, mais intrigado ainda ficará em saber que não viu o detalhe mais importante. Sim, guiado pelo meu olhar e pelo enfoque que dou à escultura, o leitor deve estar pensando em Bernini, em mitologia grega, na forma com que os sentimentos surgem, no abraço que se confunde com a contenção, no carinho que mora dentro da violência. É improvável que o leitor tenha se perguntado o que aquele pano esconde, e mais espantado ainda ficará em saber que ali está um cachorro, que assiste a toda cena de forma impassível, que não defende Perséfone, que não apoia Hades.

Este cachorro, sim, é o mistério que nunca será revelado. E é neste detalhe que deve morar a eternidade de toda a obra de arte: no imponderável. No elemento estranho. No desconforto da pergunta.

persefone_bernini

Anúncios

5 Comentários

Arquivado em Arte, Bernini, Detalhe

Os pássaros que moram em nós

Acontece com quem lê vários livros diferentes ao mesmo tempo. Logo o assunto de uma obra reverbera nas páginas da outra, o tema preferido de uma personagem encontra eco nos anseios da sua antípoda que caminha em distintas páginas, as perguntas de um narrador acabam sendo respondidas pelo seu irmão desconhecido que transita por outro livro.

Nas minhas últimas leituras, chamou-me atenção o aparecimento de pessoas que convivem com pássaros no seu interior.

Eu sei que é uma alegoria: acho difícil que abra a minha boca e uma caturrita escape por entre os lábios (difícil, mas não impossível). Os pássaros representam o último estatuto da liberdade. Voar é libertar-se da gravidade e do mundo.

Imaginar que existem pássaros dentro de cada um é o mesmo que dizer que somos criaturas repletas de sonhos que, libertados, podem alcançar píncaros ainda desconhecidos. Frida Kahlo, no “Diário”, indagou “pés, para que os quero, se tenho asas para voar?”. Conhecendo a sua sofrida trajetória de vida, é gratificante ver que ela dispensava a presença dos pés enquanto pudesse criar e voar com a sua imaginação, livre das amarras físicas.

No conto que dá título ao livro de contos de Samanta Schweblin, “Pássaros na boca”, a personagem principal tem a estranha característica de só se alimentar de pássaros vivos. O horror do seu desejo torna-se ainda mais flagrante quando ela somente gosta de ingeri-los vivos, como se a liberdade alheia e a capacidade de voar sem controle fosse o verdadeiro objeto da sua fome.

Dirão os vegetarianos que existe pouca diferença entre comer pássaros mortos e pássaros vivos, o essencial é a vida que se vai, mas, ainda assim, a ideia de uma vida ser destroçada por implacáveis dentes e ter o seu sangue quente sorvido no mesmo ato é a inversão do conceito poético de que pássaros podem morar no peito humano. No caso, os pássaros são assimilados e destruídos pelo corpo ou, mantendo este idílio criado por mentes sensíveis, os pássaros que moram dentro da personagem exigem um tributo na forma de seus congêneres ainda livres. Pássaros da alma devorando pássaros soltos; canibalismo levado às últimas consequências.

Por isto, Neruda, que leva os pássaros para dentro da mulher amada, identificando-a também com a liberdade das ondas e do vento:

“Para meu coração basta o teu peito
para que sejas livre as minhas asas.
De minha boca chegará até o céu
o que dormido estava em tua alma.

Tu trazes a ilusão de cada dia.
Chegas como orvalho nas corolas.
Com tua ausência escavas o horizonte.
Eternamente em fuga, irmã das ondas.

Já disse que o teu canto era o do vento
como cantam os mastros e os pinheiros.
És como eles alta e taciturna.
Entristeces de pronto, como uma viagem.

Acolhedora como a antiga senda.
Abrigas ecos e vozes nostálgicas.
Desperto e alguma vez emigram, fogem
pássaros dormindos em tua alma.

“Veinte poemas de amor y una canción desesperada” (na tradução de Thiago de Mello)

 

"Freedom comes from the inside", por ammozart.

“Freedom comes from the inside”, por ammozart.

Contudo, percebi que, em algumas pessoas, também moram pássaros sombrios. São corvos que, enquanto crocitam seus horrores, devoram a carne que os cerca. Alejandra Pizarnik disse “não sei sobre pássaros, não conheço a história do fogo. Mas creio que a minha solidão deveria ter asas”. A possibilidade de desalojar sentimentos, incômodos pássaros que desaprenderam, a voar também é uma possibilidade perturbadora. Todos podem se libertar das suas aflições se abrir a gaiola dos sentimentos e deixá-los sair. Neste caso, por que não conseguimos fazer isto? Por que mantê-los?

De todos os pássaros negros abancados no interior dos corpos, acredito que Fernando Pessoa, ao colocar grandes pássaros que espreitam o limiar do seu ser, tocou no terror silencioso que pode morar dentro de cada um:

Grandes mistérios habitam

O limiar do meu ser,
O limiar onde hesitam
Grandes pássaros que fitam
Meu transpor tardo de os ver.

São aves cheias de abismo,
Como nos sonhos as há.
Hesito se sondo e cismo,
E à minha alma é cataclismo
O limiar onde está.

Então desperto do sonho
E sou alegre da luz,
Inda que em dia tristonho;
Porque o limiar é medonho
E todo passo é uma cruz.

No meu percurso de leituras, chamou atenção os pássaros que adejavam sobre diferentes escritores, sempre objeto de fascínio. Não sei o motivo da coincidência que me levou a notar este detalhe. Também existe a possibilidade do meu inconsciente ter procurado leituras que remetessem a pássaros, e esta é uma questão pessoal inquietante.

Eu possuo corvos, abutres e urubus no meu espírito, mas eles ficam nas partes mais obscuras, alimentando-se das liberdades que vou aos poucos matando.

"Transfiguration", Sócrates Magno Torres

“Transfiguration”, Sócrates Magno Torres

3 Comentários

Arquivado em Fernando Pessoa, Frida Kahlo, Pablo Neruda, Pássaros, Samanta Schweblin

A poética e a mariposa

Perguntam de onde sai. Eu não tenho a mínima ideia. Simplesmente surge – assim como do Nada se fez o Verbo e do Verbo apareceu o Tudo.

Depois de tantos anos convivendo comigo mesmo, percebo que é algo no olhar, uma captação diferente, um desconforto na forma com que o mundo gira ao meu redor. O resto, o que eu faço com este olhar, é tudo controle. Disciplinar a cachoeira. Cercear o fluxo. Impedir a enxurrada. Criar dragas e postos de controle repletos de guardas e eclusas e atiradores de elite – para que nenhuma ideia fuja impune da penitenciária que as abriga.

No entanto, também existe um método, uma poética. Eu gosto do termo “poética”, mas não o uso na sua forma tradicional. Na minha concepção, poética é a maneira com que alguém olha o mundo e o transforma na sua própria realidade. Um marceneiro pode ter a sua poética, assim como um marinheiro ou um pintor. Um advogado e um economista também. Qualquer um. Tudo depende de enxergar o universo circundante e trazê-lo para a própria posse.

Gosto de pensar que somos humanos repletos de poéticas. Tudo está ao redor, ao alcance do olho, e ninguém vê. Passam tão rapidamente que esquecem de ver as maravilhas. Montaigne já dizia isto: se você dedicar uma parte do dia a se auto-contemplar, logo verá que toda a Humanidade mora dentro de si próprio. Mas ninguém perde tempo se olhando, preferem encarar os outros, esperando estúpidos espelhos ou o conforto de se sentir melhor. Ninguém treina o olhar para o absurdo que nos cerca. Tudo é absurdo. E patético. Mas ninguém nota. Esqueceram como se faz para abrir os olhos.

Enquanto isto, os poetas são os únicos que tentam mostrar que a poesia não está nas palavras, mas ao redor. Vinícius de Moraes também acha que o centro de tudo está em si, que os pontos cardeais são ditados por onde ele se encontra, que o ser humano é a própria poética que carrega:

Poética

De manhã escureço
De dia tardo
De tarde anoiteço
De noite ardo.

A oeste a morte
Contra quem vivo
Do sul cativo
O este é meu norte.

Outros que contem
Passo por passo:
Eu morro ontem

Nasço amanhã
Ando onde há espaço:
– Meu tempo é quando.

O mais difícil é reconhecer a própria poética. Assumir que as cordas vibram de uma maneira particular e ressoam com a sua música especial. Depois que se descobre como o mundo reverbera nesta enorme caixa de ressonância que é o espírito, é só deixar ele sair. Ninguém vive na minha realidade. E ninguém nunca viverá.  Ela me pertence; eu sou a distorção do meu mundo.

Mas também existe algo estranho com o Tempo. Ele corre diferente. Acelera em horas inoportunas e, repentinamente, se concentra no detalhe, quando então se arrasta, obsessivo, em torno de um único ponto. Quando consigo me libertar da espiral, percebo que o Tempo do planeta passou muitos minutos – e eu não estava mais ali. Estava em um lugar único, onde nada possui nome e onde nominar é começar a criar, como diz o Manoel de Barros na sua própria poética, menos existencialista e mais sensata:

Prefácio
Assim é que elas foram feitas (todas as coisas) –
sem nome.
Depois é que veio a harpa e a fêmea em pé.
Insetos errados de cor caíam no mar.
A voz se estendeu na direção da boca.
Caranguejos apertavam mangues.
Vendo que havia na terra
Dependimentos demais
E tarefas muitas –
Os homens começaram a roer unhas.
Ficou certo pois não
Que as moscas iriam iluminar
O silêncio das coisas anônimas.
Porém, vendo o Homem
Que as moscas não davam conta de iluminar o
Silêncio das coisas anônimas –
Passaram essa tarefa para os poetas.

Centenas de pregos invisíveis que sangram aos poucos. (escultura de Antony Gormely)

Centenas de pregos invisíveis que sangram aos poucos. (escultura de Antony Gormley)

O que pouca gente é capaz de entender é a existência de um grande componente de raiva. Não gosto da minha poética: ela é distrativa e destrutiva, teimosa e ciumenta. Uma péssima companhia. Daria tudo o que tenho para não reconhecer a sombra que caminha comigo, não tentar aprender a conviver com o fosso. É uma batalha que não posso ganhar. É um animal que, quanto mais alimento, mais fome ele tem.

Estou condenado à insatisfação. Não consigo mais dominar os pensamentos. E só isto explica o fato de um texto suceder o outro, em uma torrente ininterrupta, e cobrar um tributo cada vez maior da minha paciência, do meu tempo de vida, da minha saúde. Quanto mais luto, menos sucesso tenho. Meu espírito acumula cicatrizes, textos mal formados e deformados, enquanto a poética ri.  Não posso mais descansar, até nos sonhos eles me perseguem. Sou o guerreiro do Augusto dos Anjos na sua poética bélica e vistosa, ainda lutando enquanto um por um dos adversários entra na arena para derrubá-lo:

Vencedor
Toma as espadas rútilas, guerreiro,
E à rutilância das espadas, toma
A adaga de aço, o gládio de aço, e doma
Meu coração – estranho carniceiro!

Não podes?! Chama então presto o primeiro
E o mais possante gladiador de Roma.
E qual mais pronto, e qual mais presto assoma,
Nenhum pode domar o prisioneiro.

Meu coração triunfava nas arenas.
Veio depois de um domador de hienas
E outro mais, e, por fim, veio um atleta,

Vieram todos, por fim; ao todo, uns cem…
E não pude domá-lo, enfim, ninguém,
Que ninguém doma um coração de poeta!

As pessoas perguntam de onde saem as histórias, e eu continuo sem saber a resposta. Mas posso dizer que é insuportável. Toda a minha existência foi destinada a controlar o fluxo. Estudei e pesquisei exaustivamente formas de evitar a enchente, sempre com a ilusão de que, um dia, a pedra chegaria ao fim do poço. Mas são muitos anos de disciplina e estou começando a cansar.

Deve ser por isto que todo mundo evita reconhecer a própria poética – viver dentro dela é enlouquecedor. Não é à toa que tantos artistas buscam o conforto das drogas, do álcool, da luxúria e até do suicídio; conviver com a sua poética é o mais difícil aprendizado que uma pessoa pode realizar.

Deveriam ter me avisado disto antes, pois sinto-me como a mariposa que se arremessa na lâmpada, sabendo que aquilo não vai acabar bem.

A espiral nunca termina. Quando se pensa que chegou ao fim, são novos começos. (escultura de Antony Gormley)

A espiral nunca termina. Quando se pensa que chegou ao fim, são novos começos. (escultura de Antony Gormley)

3 Comentários

Arquivado em Antony Gormley, Augusto dos Anjos, Manoel de Barros, Montaigne, Poética, Tempo, Vinícius de Moraes