No domínio da própria alma

Jorge Luis Borges afirmou que uma das maiores ilusões do homem é achar que a Humanidade nasceu no mesmo dia em que ele; o homem acha que o Tempo da existência humana se confunde com o tempo da sua vida. Salvo melhor juízo, também sou um homem, com suas qualidades e defeitos, e acredito que … Continue lendo No domínio da própria alma

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Sobre perder e não querer encontrar

Sou o feliz proprietário de três exemplares de "Variedades", do Paul Valéry. Descobri este fato hoje, após parar diante dos meus livros, um copo de água na mão, e deixar os olhos passearem, indolentes, pelas lombadas de múltiplos tamanhos, formatos e cores. De repente, com clareza constrangedora, os três exemplares idênticos se revelaram, zombeteiros. Em … Continue lendo Sobre perder e não querer encontrar

Nova resenha no Amálgama

E prosseguem as minhas resenhas no Amálgama (www.amalgama.blog.br). Desta vez, eu tratei do livro "Viagens na minha terra", do português Almeida Garrett, uma narrativa deliciosamente caótica que pretende ser uma provocação a Xavier de Maistre: se o espanhol pode fazer um livro viajando pelo seu quartoi, por que o português não pode escrever um manual … Continue lendo Nova resenha no Amálgama

Um leitor conta o seu drama: poesias matam sentimentos?

Revisitando minha novamente reagrupada biblioteca, encontro um antigo Neruda, "Cem sonetos de amor". Ainda está com marcas, de tempo e de leituras passadas. É um bravo soldado que já sobreviveu a algumas leituras, possuindo o corpo repleto de cicatrizes. Entre elas, destaca-se um poema: "Tenho fome de tua boca, de tua voz, teus cabelos e … Continue lendo Um leitor conta o seu drama: poesias matam sentimentos?