Santa Maria e o desaparecimento das palavras

Depois da última postagem no blog, hoje eu queria escrever sobre assuntos alegres. Talvez contar as minhas impressões sobre um filme ou sobre algum seriado (estou com vários débitos). Ou falar de literatura. Ou abordar outro assunto. Qualquer um. Mas a realidade acabou comigo. No dia 26 de janeiro de 2013, um incêndio matou mais … Continue lendo Santa Maria e o desaparecimento das palavras

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A vida não ensina tanta coisa

Nos últimos tempos, tenho aprendido - a duras penas - que a vida não ensina quase nada. Somos atores que entram no meio de uma peça e precisam descobrir o enredo, os outros personagens e as nossas falas enquanto a tragédia (ou comédia) acontece. A vida é cruel, e esta é a primeira coisa que … Continue lendo A vida não ensina tanta coisa

Apontamentos para uma história trágica da literatura

Começarei a falar de literatura com a descrição de um quadro. Na sala de um consultório médico que frequento com desagradável habitualidade, existe a reprodução de um quadro de Picasso. Não sou um especialista em Picasso, muito menos seu admirador incondicional:  no entanto, reconheço os traços típicos da sua Fase Rosa, as matizes mais quentes … Continue lendo Apontamentos para uma história trágica da literatura

De Quincey e o meu problema com álcool

Na Noite de Ano Novo de 2012, ao abrir a geladeira, deparei-me com um produto assaz espantoso: uma garrafa de vinho. Quem me conhece sabe que sou semi-abstêmio, raramente bebo álcool (somente em ocasiões festivas e com pessoas especiais) e gosto de bebida mais por que acho as garrafas bonitas. Tal circunstância não me impediu … Continue lendo De Quincey e o meu problema com álcool

Um breve elogio da banalidade

Ano novo, postagem nova. É inusitado começar um ano fazendo um louvor à banalidade, este óleo essencial que lubrifica a criatividade humana, mas só vejo pessoas escrevendo e falando sobre coisas sérias, ignorando a importância dos assuntos genéricos que infestam o nosso cotidiano com o seu rosário de singelas maravilhas e decepções. O excesso de … Continue lendo Um breve elogio da banalidade