Vamos parar de pensar

Recentemente, em alguma conversa, defendi a ideia de que aquilo que separa o homem do seu sonho é o pensamento. Estávamos falando de futebol. Tal assunto me interessa pouco, usei-o somente para embasar meu argumento. Tirando o tolo fanatismo que cerca tudo ao redor do esporte bretão, afirmei que o Internacional só foi campeão do … Continue lendo Vamos parar de pensar

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Microcontos, sim, mas sem pressa

Na revista ÉPOCA da semana passada, li uma larga reportagem sobre as vantagens de ser lento e reflexivo em um mundo cada vez mais dinâmico, rápido, guiado por instintos. A reportagem prega as vantagens de desacelerar o ritmo, mesmo cercado de pessoas sequiosas por informações e com atitudes cada vez mais rápidas e impensadas. Para … Continue lendo Microcontos, sim, mas sem pressa

Filme: “Prometheus”

  Na minha opinião, o cinema foi criado especialmente para o gênero da ficção científica. Não existe gênero melhor para abordar as vantagens do progresso da ciência, as inquietudes do homem submetido ao antigo duelo contra a máquina, a vontade de procurar respostas no infinito - e existe infinito mais absoluto do que o espaço? … Continue lendo Filme: “Prometheus”

Os motivos (teóricos) da minha decepção com Péter Esterházy em “Os verbos auxiliares do coração”

Há algum tempo eu não escrevia nada mais teórico. Pelo menos nada publicável; mantenho meus escritos teóricos para consumo próprio. No entanto, devido à minha leitura de "Os verbos auxiliares do coração", de Péter Esterházy, como parte do evento "Leituras do Séc. XXI", senti necessidade de escrever as minhas considerações. Nem tanto em relação à … Continue lendo Os motivos (teóricos) da minha decepção com Péter Esterházy em “Os verbos auxiliares do coração”

Um jogo de xadrez e literatura com Borges

Nada como iniciar com um saudável clichê, então não existe nada como um dia depois do outro. Ontem, escrevi uma postagem sobre o xadrez, mencionando o conto "O homem despedaçado", onde o jogo possui participação decisiva como uma das chaves de interpretação (ainda que narrador e autor tenham seguido a vereda tranquila de indicar um … Continue lendo Um jogo de xadrez e literatura com Borges

Xadrez, possibilidades e mortes infinitas

Do outro lado da monótona planície, olhos vazios me contemplam. Eu sou o alvo. Todos ambicionam me acuar em um canto, deixar-me sem movimentos, sem ar, até que o toque frio me alcance e a queda seja inevitável. À direita, a rainha com a sua roupa branca sussurra que ninguém vai se aproximar, que ela … Continue lendo Xadrez, possibilidades e mortes infinitas

Filme: “Os Mercenários 2”

Sou suspeito para falar dos roteiros do Stallone. Quem me conhece sabe que sou fã das histórias que ele cria e transporta para a tela do cinema; existe uma grande arte escondida por trás de cada palavra. Os clichês são tão bem feitos que quase soam como clichês verdadeiros. É impossível saber se o roteirista … Continue lendo Filme: “Os Mercenários 2”

Destino, a luta inútil

Observem o rosto do Destino; observem a sua indiferença. O olhar fixo no nada. A inexorabilidade do percurso, sempre em frente, em avanço. Nada pode detê-lo. Destino não contempla possibilidades, caminhos alternativos, sonhos. Sabe da inutilidade de ir contra a maré. Avançar é preciso, e os outros devem se ajustar à sua caminhada. Seguros pelas … Continue lendo Destino, a luta inútil