Analisando estatísticas – parte 4

Um mês. Exatos trinta dias. Foi o tempo necessário para fechar mais 1000 acessos. Quase mais rápido do que consigo postar no blog. Obrigado, leitores anônimos e outros nem tanto, que insistem em frequentar estas páginas e – espero – se divertirem um pouco com os meus escritos.

Algumas conclusões chego ao atingir esta marca. A primeira é que não tenho a mínima ideia do que será lido ou não. A mínima. Não acerto um prognóstico sequer. Outra conclusão é que não sei se estou agradando com o que escrevo ou sendo repudiado. Bem, isto não deveria importar. Continuo mantendo a regularidade, lançando garrafas repletas de mensagens no oceano virtual, esperando que os bytes sejam lidos por aí. Aos que podem pensar que planejo o que escreverei, adianto que não tenho também a mínima ideia do caminho para o qual as palavras me conduzirão. Não é anormal que eu comece de um jeito a postagem e termine de outro. É um método completamente Montaigne, autor que eu tenho lido cada vez mais.

Agradeço também aos leitores que se ocuparam do meu livro de contos e mandaram e-mails e mensagens com considerações, pensamentos e reflexos. Este é um dos propósitos do blog, e logo retomarei as postagens em que respondo aos comentários dos leitores de “O Homem Despedaçado”. Ao contrário do clichê DEZENAS de vezes repetido, não penso que tenho 13 ou 14 leitores (tantos escritores usam isto com falsa modéstia que chega a me dar sono), mas que tenho mais de 10.000 leitores tímidos, que leram o livro e não tem coragem de me contatar. Retomarei as postagens em homenagem a vocês, os silenciosos. Sempre preferi os discretos.

Vamos à clássica análise estatística, a qual, como não canso de referir, é feita de forma irregular e quase criminosa por alguém que mal e mal sabe aquilo que está analisando:

-Direto da tumba (literal e figurativamente), ANAXIMENES voltou a ser um dos assuntos mais buscados no blog. Achei que a onda de interesse tinha passado, mas errei, foi apenas uma queda no gráfico. O mistério desta busca continua me intrigando. Às vezes penso que, se escrevesse um blog somente sobre Anaximenes, seria um dos mais vistos da história da internet. Meu único óbice é que toda a informação existente sobre ele não dá mais que duas ou três páginas de um livro. Anaximenes foi um dos pré-socráticos que sumiram na areia do Tempo e algumas poucas ideias sobreviveram na obra de outros admiradores. Aliás, os fãs de Anaximenes vêm desde Aristóteles e Platão. Ou seja: aí está um cara que interessou muita gente, mesmo antes da minha postagem.

– Nas 100 postagens que antecederam a chegada aos 4000 acessos, depois de três semanas sendo ignorado, ANAXAGORAS experimentou um renascimento no interesse dos leitores. Incompreensível.

– “As crônicas de gelo e fogo – Um jogo de tronos” também continua despertando atenção. A julgar pela quantidade de acessos que colocaram o nome do livro seguido da expressão “crítica real” ou “crítica imparcial”, as pessoas sentem falta de uma apreciação verdadeira e distante do incensamento da mídia. Vamos combinar, é um bom livro para entretenimento, mas somente isto. Ver mais do que uma coisa realmente significa é característica de quem não sabe refletir sobre aquilo que viu.

– Não sabia que existia tantas pessoas no mundo interessadas pela forma de um hexágono. Bem, de qualquer jeito, para quem não sabe o formato, existe um desenho auto-explicativo na postagem.

– Nunca comentei, mas algumas postagens mantém a sua regularidade. Montaigne e Van Gogh nunca apresentaram um excesso de visualizações, mas são regulares no sentido de que toda semana 10 ou 20 pessoas entram para ler o que escrevi sobre estes assuntos. O clássico nunca falha, por isto é clássico.

– E temos uma nova postagem recordista de acessos diários. A postagem que fiz sobre o livro do Juarez Guedes Cruz, “Antes que os espelhos se tornem opacos”, empurrada pela informação veiculada na internet pela Dublinense, bateu recorde de visualização em um dia. Juarez, sempre catapultando o interesse dos seus inúmeros fãs.

– Vou novamente destacar algumas buscas estranhas que chegaram ao meu blog. Ao mesmo tempo em que me apavoro de como o Google pôde pensar tais coisas a meu respeito, tenho certeza de que os “buscadores” se decepcionaram ao não encontrar o que estavam buscando. Vamos a elas: “homem ama akira” (talvez seja minha ignorância, mas o cruzamento entre um homem e um cachorro da raça akira é possível?), “van gogh, qual a planta medicinal que ele descobriu” (até onde sei, Van Gogh era pintor, e não um botânico), “fatos curiosos acontecidos em alegrete” (como o Alegrete chegou aqui no meu blog?), “as musicas de beethoven e o diabo” (a já clássica busca diabólica do mês, desta vez entrelaçando Beethoven com o diabo), “como fazer stripes para homens” (não entendo do assunto muito bem, mas acredito que dançando enquanto tira a roupa é um bom início), “não vivemos sem ar” (existem pessoas que acordam e pensam o que irá acontecer se elas trancarem a respiração de forma indefinida – bem, vocês acabarão morrendo, não façam isto), “pessoas que cairam de predio e morre despedaçado” (além da busca diabólica do mês, sempre existem pessoas com curiosidades macabras), “simples assim, para homem” (existe alguma coisa simples assim para homem?) e, por fim, “quem canta a música to chegando de viagem com passaporte falso” (com certeza alguém que não tardará a ser expatriado).

E assim se encerra aquela que pretendo que seja a penúltima análise de estatísticas. Quando chegar aos 500o acessos (um latifúndio), pretendo encerrar estas análises e distribuí-las por outras postagens. Como o número de acessos está crescendo, não tardará muito para as estatísticas demonstrarem a minha pouca produção em matéria de postagens. O ritmo é muito intenso, pois, quanto mais escrevo, mais acessos ocorrem. E, como eu já disse, conseguir mil acessos em um blog através da palavra e textos escritos (sem imagens e fotos) era um luxo. Tendo ultrapassado esta barreira, tudo que vinha era lucro, e já quadrupliquei as minhas expectativas. Novamente agradeço ao interesse dos leitores, às mensagens de carinho deixadas e aos acessos silenciosos. Vocês fazem este blog todo dia e, apesar da minha constante descrença de que existam leitores interessados no que escrevo, vocês continuam confiando e continuam lendo. Valeu, e vamos aos 5000 mil.

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