Analisando estatísticas

Este blog chegou a 1000 acessos (1008, para ser mais exato). Pode parecer pouco, uma pequena gota neste oceano de informação trocada que é a internet, mas, para mim, a ideia de ter 1000 leitores me faz pensar nas falanges macedônicas, que possuíam este número de homens com lanças. Já tenho a minha própria falange macedônica. Nada mal.

Quando iniciei “O Homem Despedaçado”, cinco meses atrás, jamais imaginei que ele seria lido. Por dois meses me diverti com a noção de que o meu blog era o menos lido de toda a história da internet, em especial quando os acessos diários oscilavam entre zero e um. Pensei até em trocar o nome para “O Não-Lido”, mas meus conhecimentos de informática eram insuficientes para manobra tão arrojada. No entanto, os acessos se firmaram (em alguns dias, como na postagem sobre o Eike Batista, chegaram a 60 acessos em um único dia, o que me deu um leve receio de que uma horda de advogados estivesse preparando algo, mas foi só um falso alarme). E, agora, cheguei em 1000 acessos: um pequeno passo para o homem, blá, blá.

Momento oportuno para analisar as estatísticas do blog. Antes de mais nada – quando uso a expressão “analisar as estatísticas”, estou cometendo um gigantesco anacronismo, pois um dos meus traços formadores é o desconhecimento total de como funcionam e de como se analisam números, em especial os colocados nas estatísticas. Mesmo assim, tentarei:

– ANAXIMENES é o Top 1 indiscutível dos acessos a este blog. Nada menos do que 328 acessos leram “O Homem Despedaçado” por causa do nome de ANAXIMENES. Este filósofo grego foi mencionado em uma única postagem, “Sobre o ar”, e até hoje me espanta este interesse gigantesco. Se alguém que chegou aqui por conta dele quiser me explicar, estarei disposto a entender. A ideia de que existam 328 pessoas no mundo interessadas em ANAXIMENES é reconfortante (por outro lado, a ideia de que UMA ÚNICA PESSOA tenha acessado 328 vezes o blog para ler a postagem sobre o ANAXIMENES é um tanto quanto perturbadora).

– A quantidade de pessoas que chegou ao blog com as palavras “resumo” seguida do nome de um livro também inquieta um pouco (124). Estará algum aluno genial (e, do jeito que as minhas resenhas foram específicas, não versando sobre livros de apelo popular, só poderiam ser alunos dos cursos de Letras) copiando as resenhas e utilizando como material em algum trabalho escolar? É melhor nem saber.

– A resenha que fiz do “Ficções de Polpa” bateu recordes de acesso em um dia (chegou a 82). Foi a minha resenha mais “emotiva”. Nem tanto por ser amigo ou conhecer a obra de alguns autores, mas por ter escrito a resenha com o livro ainda quente na cabeça. Assim que terminei a leitura (dois dias intensos), fiquei tão ansioso para falar algo que sentei e escrevi. Lição aprendida: talvez as pessoas que digam que eu preciso escrever com emoção (sim, professora Léa, eterna orientadora) estejam corretas after all. Todavia, observe-se a utilização da palavra “talvez” no início da oração.

– Mais de 50% dos posts não tiveram nenhuma visualização. Por outro lado, o “About” teve 129. Para que ler o cara quando podem conhecê-lo lendo a breve biografia, não é? (Se tivessem lido os posts, conheceriam bem mais do que lendo o “About”).

– Para meu desgosto, Saussure e Bakthin também trouxeram muitos leitores para “O Homem Despedaçado” (94). Pois é.

– Melhores termos de procura que levaram ao blog (sabe-se Deus o motivo): “eike batista filho do demônio”, “mulher peituda roger waters”, “inferno mora satã” e “van gogh psicopata”.

– Postagem mais comentada: empate técnico entre “Nós, os tijolos de Roger Waters” e “Reflexões sobre o Antes da batalha”. Aos que comentaram, meus mais sinceros agradecimentos.

Estas são as considerações sobre as estatísticas dos primeiros mil acessos. Agora, quando chegar a 2000 (duas falanges macedônicas, já seria possível invadir um pequeno país, tipo Santa Catarina), novamente me debruçarei sobre os números.

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